A candidata ao Governo de Alagoas pela Unidade Popular (UP), Lenilda Luna, iniciou a agenda de compromissos no início da manhã de hoje dialogando diretamente com jovens trabalhadores na porta de uma empresa de telemarketing. A ação faz parte da série de panfletagens e conversas que a candidata vem realizando nas portas de fábricas, empresas e áreas de grande circulação operária no estado.

Durante o diálogo, Lenilda destacou as duras condições de trabalho enfrentadas pela juventude alagoana submetida a jornadas exaustivas e à escala 6x1. "Quando a gente vem conversar com essa juventude que trabalha no telemarketing e outras empresas que têm a escala 6x1, o que a gente percebe é muita correria, adoecimento, tentativas de conciliar vários papéis; principalmente as mulheres, que são maioria e têm tripla, dupla jornada de trabalho. Nós temos que ter uma perspectiva que permita à juventude trabalhar, estudar, mas o capitalismo é isso, ele adoece”, questionou a candidata.

Segundo Lenilda, a Unidade Popular propõe uma mudança nessa concepção de sociedade que esmaga a perspectiva de futuro da juventude. “O nosso programa de governo propõe suporte para a saúde mental, mas também opções de lazer, o investimento na cultura como forma de manifestação cultural popular, incentivo para que os jovens também possam criar e manifestar sua arte. Nós precisamos de uma sociedade menos adoecedora, o fim da escala 6x1 e perspectiva de vida plena para a juventude", declarou a candidata durante a agenda pública.

O programa de governo da Unidade Popular para o Estado de Alagoas ("Pelo Socialismo para o Estado de Alagoas") apresenta eixos estruturantes voltados para os direitos dos trabalhadores, a proteção à saúde e o incentivo à cultura popular. A UP defende a redução da jornada de trabalho sem redução salarial (com foco no fim da escala 6x1 e jornadas exaustivas), garantindo aos jovens o direito de trabalhar e estudar com dignidade. O programa prevê também a criação de Centros Comunitários Socioeducativos e Espaços de Convivência e Juventude com oficinas culturais, esportivas e qualificação profissionalizante.

Sobre Saúde Mental e Atenção Psicossocial, a proposta é  de uma reforma antimanicomial e expansão massiva da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), com funcionamento de CAPS 24 horas e ampliação de Serviços Residenciais Terapêuticos. O programa defende a substituição da lógica de medicalização excessiva por ações integradas de lazer, práticas corporais, esportes e saúde coletiva nas periferias e bairros operários.

No eixo de Cultura Popular e Economia Criativa, o programa da UP prevê a valorização e descentralização dos recursos da cultura popular (como coco de roda, guerreiros, pastoris, artesanato e audiovisual alagoano), fortalecimento da Lei do Patrimônio Vivo, editais acessíveis e sem burocracia para mestres e grupos periféricos, além de destinar cota de no mínimo 50% de produção independente local nos meios públicos de comunicação (IZP/TVE e rádios públicas).