O futuro da indústria brasileira passa pela formação de profissionais capazes de transformar conhecimento em tecnologia, inovação e soluções que atendam aos desafios do setor produtivo. Com essa percepção, uma comitiva da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) reconheceu o programa de formação Edge Academy como modelo para contribuir com a formação dessa elite técnica, em visita realizada às unidades do Centro de Inovação Edge, em Maceió, na última semana.
Ao longo de dois dias de imersão, a equipe da ABDI conheceu a estrutura e as diferentes frentes de atuação do Edge, incluindo o Edge Academy, programa de formação de talentos e excelência acadêmica voltado a estudantes dos cursos de Ciência da Computação e Engenharia de Computação da Universidade Federal de Alagoas (Ufal). Para a diretora de Industrialização Sustentável e Transformação Tecnológica da ABDI, Neide Freitas, o programa deveria ser modelo para todas as universidades brasileiras, com potencial de ampliar a capacidade de inovação e industrialização do país.
“O trabalho de vocês é fundamental para que a gente se transforme, de fato, em um país mais industrializado. Vocês são quadros do Brasil. Vocês são o que a gente vai ter de elite pensando esse país nos próximos anos”, afirmou a diretora, destacando a importância da iniciativa para as estratégias nacionais de desenvolvimento industrial. “Cada universidade do Brasil precisava ter um programa como esse”, pontuou Neide Freitas.
Instalado dentro da universidade, o Edge Academy conta com uma estrutura com capacidade para atender até 140 bolsistas em um ambiente de aprendizagem conectado às demandas da indústria e às áreas estratégicas da transformação tecnológica. O programa trabalha os eixos acadêmico, técnico, comportamental e social, com bolsas que vão até R$ 3 mil mensais e podem acompanhar os estudantes até a conclusão da graduação, além de benefício extra para alunos em vulnerabilidade social.
Durante a agenda, Edge e ABDI também se reuniram com o reitor Josealdo Tonholo, fortalecendo o diálogo entre universidade e indústria. Segundo a gerente da Unidade de Difusão de Tecnologias da agência, Isabela Gaya, a ABDI e outros órgãos federais estão elaborando programas que ampliam a colaboração entre a academia, instituições de fomento e empresas. “A nossa indústria do presente e do futuro vai sair do computador de vocês. Estamos discutindo formas de trabalharmos cada vez mais juntos. Isso é o que precisamos para crescer enquanto país”, disse.
Sobre a ABDI - Criada pela Lei nº 11.080, de 30 de dezembro de 2004, a ABDI atua na execução de políticas de desenvolvimento industrial e na promoção da transformação digital da indústria brasileira, contribuindo para uma economia mais tecnológica, competitiva, eficiente e sustentável.
