Uma sequência de flagrantes de desmatamento ilegal no município de Traipu, no Baixo São Francisco alagoano, foi convertida em punições financeiras e obrigações de recuperação da flora que somam R$ 210 mil em investimentos diretos para a preservação ambiental no estado.
As negociações, firmadas nesta segunda-feira (28) pelo Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL), obrigam os infratores a reflorestar as áreas destruídas e a financiar estruturas para a Polícia Militar, órgãos ambientais e projetos de proteção à fauna no Sertão e na capital.
A ofensiva começou a partir de vistorias da Fiscalização Preventiva Integrada (FPI) do Rio São Francisco, que comprovaram a derrubada não autorizada de vegetação nativa em propriedades rurais da região.
Para evitar o prolongamento de ações cíveis e criminais na Justiça, a Promotoria de Justiça de Traipu e o Núcleo de Defesa do Meio Ambiente fecharam Termos de Ajustamento de Conduta (TACs) que cobram a reparação do solo e canalizam o dinheiro das multas diretamente para a infraestrutura de combate ao crime ambiental.
Do montante arrecadado, R$ 100 mil serão aplicados na construção do Núcleo de Educação Ambiental na sede do Batalhão de Polícia Ambiental (BPA), localizada na Reserva do Catolé.
Outra fatia de R$ 70 mil foi dividida entre o próprio BPA e o Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA/AL) para a compra imediata de novos equipamentos de campo.
No Sertão, R$ 40 mil foram destinados para a ampliação da sede do Instituto SOS Caatinga, em São José da Tapera, garantindo a compra de um terreno vizinho para reforçar os trabalhos de reabilitação, soltura e monitoramento de animais silvestres resgatados na região.
Os acordos contaram com a condução do promotor Kléber Valadares e o acompanhamento dos promotores Bruno Baptista e Eládio Estrela. Além de estancar a degradação no Baixo São Francisco, a medida garante que o prejuízo provocado pelos desmatadores retorne como reforço para a fiscalização em todo o território alagoano.
