É verdade: o STF vai continuar sangrando durante mais uma semana, pelo menos, até que decida o que será feito com os ministros acusados de envolvimento, ainda que em medidas diferentes, com o caso Vocaro.
É verdade, ainda, que isso tem efeito na eleição presidencial, o que não me parece exatamente justo.
Mas é fato, também, que mesmo em hora imprópria, a população brasileira, de qualquer classe social ou credo, precisava ver o que havia dentro do STF, suas vísceras.
Se nem todas estão à vista, algumas já expõem o que não deveria ser aceito nem aceitável a ministros do tribunal.
A começar: pelo menos cinco dos 10 atuais integrantes do pleno do STF não me parecem em condições de votar qualquer coisa sobre o tema Banco Master.
Mesmo que não na mesma dimensão, Alexandre Moraes, Dias Toffoli, André Mendonça, Kássio Nunes e Luiz Fux são citados nos relatórios da PF que se tornaram públicos.
Mais: a atuação de filhos de ministros – assim como de cônjuge - como advogados pode, e parece ser o caso, implicar em prejuízo funcional de um julgador.
Finalmente, a propriedade de empresas por parte de ministros que recebam dinheiro público não se evidencia aconselhável.
São questões que podem ser contempladas num futuro Código de Ética, absurdamente necessário.
Vamos em frente, que tem mais a chegar.
