Alagoas reduziu a taxa de analfabetismo entre pessoas com 15 anos ou mais em 2025, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad-C). O índice passou de 14,2% em 2024 para 13,1% no ano passado, uma redução de 1,1 ponto percentual.
Apesar da melhora, o percentual registrado no estado ainda está bem acima da média nacional, que caiu para 4,9%, o menor índice da série histórica.
Os números ajudam a dimensionar o desafio da educação de jovens e adultos (EJA) em Alagoas. Em 2025, o estado tinha 1.082 escolas com matrículas na modalidade, sendo 1.078 da rede pública. Ao todo, eram 108.630 matrículas na EJA, das quais 107.965 estavam concentradas na rede pública.
O cenário coloca Alagoas entre os estados nordestinos com um número expressivo de pessoas que ainda precisam retomar ou iniciar a trajetória escolar. Na região, o estado aparece atrás apenas de Bahia, Ceará e Maranhão em número de matrículas na EJA.
Caminho de volta à sala de aula
Uma das estratégias adotadas nacionalmente para ampliar o acesso à EJA é o Cadastro da Educação de Jovens e Adultos (CadEJA), plataforma criada para aproximar pessoas interessadas em voltar a estudar das redes de ensino que oferecem vagas.
Pelo sistema, pessoas com 15 anos ou mais podem manifestar interesse em retomar o Ensino Fundamental. Para quem deseja voltar ao Ensino Médio, a idade mínima é de 18 anos.
O cadastro pode ser feito pela internet, por meio da opção “Quero voltar a estudar”. A partir daí, os operadores das redes de ensino podem entrar em contato com os interessados e orientar sobre as oportunidades de matrícula disponíveis.
Os dados da Pnad-C mostram que Alagoas avançou na redução do analfabetismo em apenas um ano. Ainda assim, com 13,1% da população de 15 anos ou mais sem saber ler e escrever, o estado permanece diante de um desafio muito maior que a média brasileira, e que passa, necessariamente, por garantir que mais pessoas tenham a oportunidade de voltar à sala de aula.
