Os trabalhadores dos Correios em Alagoas aprovaram a deflagração de uma greve por tempo indeterminado durante assembleia realizada pelo Sindicato dos Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos em Alagoas (Sintect-AL).

A paralisação começou na noite dessa quinta-feira (10) e acompanha a mobilização nacional da categoria. O movimento ocorre em meio ao impasse nas negociações da campanha salarial e às propostas de mudanças no plano de saúde dos empregados.

Segundo as entidades sindicais, a greve foi aprovada em 35 assembleias estaduais e regionais vinculadas à Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Findect) e à Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios (Fentect).

A paralisação foi deflagrada após sucessivas rodadas de negociação e tentativas de mediação no Tribunal Superior do Trabalho (TST) terminarem sem acordo.

Um dos principais pontos de divergência é a proposta envolvendo a condição dos Correios como mantenedores do plano de saúde. Os trabalhadores argumentam que as alterações podem comprometer o custeio da assistência destinada a empregados da ativa, aposentados e dependentes.

Com a greve, os sindicatos orientaram a ampliação da mobilização nas unidades administrativas, agências e centros de distribuição. A categoria cobra uma nova proposta que preserve os direitos previstos no acordo coletivo e as atuais condições do plano de saúde.

Os Correios afirmaram que acionaram um plano de continuidade para manter os serviços e reduzir possíveis prejuízos aos clientes. Entre as medidas anunciadas estão o remanejamento de equipes e o reforço das operações e da logística de entregas.

A estatal informou ainda que apresentou uma proposta contemplando 78 das 80 cláusulas do acordo coletivo vigente, incluindo reajuste correspondente a 100% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) sobre salários e benefícios, com vigência a partir de 1º de agosto. A empresa também sustenta que a assistência à saúde dos empregados seria mantida. 

Confira a nota dos Correios na íntegra:

"Diante do anúncio de paralisação por entidades sindicais, os Correios executam seu Plano de Continuidade de Negócios, com medidas para garantir a manutenção dos serviços e minimizar eventuais impactos aos clientes.

Entre as ações estão o remanejamento de equipes, o reforço das atividades operacionais e a adoção de medidas logísticas específicas para preservar a regularidade das entregas em todo o país.

A empresa esteve empenhada na construção de uma solução negociada e apresentou uma proposta que contemplava 78 das 80 cláusulas do acordo coletivo vigente. Entre os pontos, estão o reajuste de 100% do INPC sobre salários e benefícios, com vigência a partir de 1º de agosto, e a manutenção da assistência à saúde dos empregados.

Os Correios reafirmam seu compromisso com a valorização dos empregados e a continuidade da prestação dos serviços postais à população brasileira.

Mais informações serão divulgadas oportunamente."