O candidato ao Senado por Alagoas Alexandre Fleming, da UP, divulgou um novo vídeo em que chama atenção para o caráter decisivo das eleições de 2026 e critica as tentativas de grupos políticos de controlar ou direcionar o voto da população.
"Prefeito nenhum é dono do seu voto. Grupo político nenhum pode controlar a sua consciência", afirmou Fleming.
O candidato disse ter recebido relatos de servidores comissionados que estariam sendo forçados a curtir, compartilhar e comentar publicações eleitorais, participar de caminhadas e cumprir outras atividades de campanha.
Segundo as denúncias recebidas, também estariam ocorrendo ameaças de exoneração contra servidores que ignoram essas determinações ou apoiam outros candidatos. A pressão chegaria até familiares e pessoas próximas que também ocupam cargos nas administrações municipais.
Os relatos incluem ainda a imposição de adesivos em portas de residências e veículos, e o monitoramento permanente das redes sociais e da vida pessoal dos servidores.
"Isso é um verdadeiro absurdo, um fortíssimo constrangimento e uma prática de assédio político. Estão tentando controlar não apenas o trabalho dessas pessoas, mas também suas opiniões, suas relações pessoais e o direito de escolher livremente em quem votar", declarou Fleming.
Para o candidato, ocupar um cargo público não tira de ninguém a liberdade de consciência ou o direito ao voto secreto. Fleming defendeu que as denúncias sejam apuradas pelos órgãos competentes e que os trabalhadores submetidos a esse tipo de pressão tenham identidade e emprego protegidos.
Em 2026, duas das três vagas de Alagoas no Senado estarão em disputa. Cada eleitor poderá escolher dois candidatos distintos. Para Fleming, a eleição representa uma oportunidade de ampliar a presença de vozes comprometidas com as necessidades sociais e romper com o domínio das mesmas famílias nos espaços de poder.
No vídeo, Fleming apresenta ainda algumas de suas principais propostas, como o fim da escala 6 por 1, a criminalização da misoginia, a taxação dos super-ricos e o combate aos privilégios.
O candidato afirma que pretende transformar o Senado em uma verdadeira tribuna do povo, dando visibilidade às necessidades de todas as regiões de Alagoas, do Litoral ao Sertão, do Agreste à Zona da Mata.
"O voto é livre e secreto. Na cabine eleitoral, ninguém vai saber em quem você votou. A escolha deve ser feita com consciência e coragem", concluiu.
