Pois é: só Alexandre Fleming, candidato ao Senado pela UP, participou do Grito dos Excluídos, ontem em Maceió – na sequência do desfile do 7 de setembro.
Na verdade, a Reforma Agrária virou um “monstro”, cujo nome não deve ser mencionado no meio político, de forma geral.
Fato concreto é que os candidatos mais fortes ao governo e ao Senado, em Alagoas, ou são latifundiários ou ligados a eles.
Daí o silêncio e a distância sobre o tema.
A criminalização do MST, tão presente nas manifestações direitistas e da grande imprensa nacional, não encontra repúdio entre os “democratas” que buscam os votos dos alagoanos (e não só dos alagoanos) nas eleições majoritárias.
E eles sabem que a comida de qualidade que chega à mesa da população é produzida pelos minifúndios e acampamentos dos sem-terra.
Mas estes, eis o busílis, não financiam campanhas eleitorais ou candidatos de qualquer espectro ideológico, mesmo que manifestem apoio.
