Alagoas já soma 49 denúncias de possíveis irregularidades na propaganda eleitoral das Eleições 2026, segundo dados do sistema Pardal, da Justiça Eleitoral. O levantamento chama atenção para a concentração dos registros em Maceió: 29 denúncias foram feitas na capital, o equivalente a 59,2% de todas as ocorrências do estado.
Arapiraca aparece em segundo lugar, com oito registros. Cajueiro tem três denúncias, enquanto Atalaia e Marechal Deodoro aparecem com duas cada. Barra de São Miguel, Belém, Boca da Mata, Paulo Jacinto e Santana do Ipanema registraram uma ocorrência cada.
Os dados, no entanto, não significam que as irregularidades tenham sido comprovadas. O Pardal recebe as comunicações feitas pelos eleitores, que posteriormente são analisadas pelos órgãos competentes da Justiça Eleitoral.

Internet é principal alvo das denúncias
Entre as modalidades de propaganda questionadas em Alagoas, a propaganda na internet lidera, com dez denúncias.
Na sequência aparecem três categorias com seis registros cada: propaganda em vias públicas, utilização de bens públicos e adesivos em automóveis.
Outdoors e painéis eletrônicos somam quatro denúncias. O mesmo número foi registrado em ocorrências envolvendo carros de som, minitrios e trios elétricos e utilização de bens particulares.
Também foram registrados três casos relacionados à propaganda em rádio e televisão e dois envolvendo confecção, utilização ou distribuição de brindes. Há ainda denúncias sobre distribuição de material gráfico, comícios ou showmícios e participação de candidatos que sejam artistas.
Partidos e candidatos ao governo aparecem entre os mais denunciados
Os partidos, coligações e federações são a categoria com maior número de denúncias no estado, com 14 registros.
Candidatos ao Governo de Alagoas aparecem em dez ocorrências. Em seguida estão as candidaturas a deputado federal, com nove denúncias, e a deputado estadual, com oito.
Candidatos ao Senado e à Presidência da República aparecem em quatro registros cada.
O levantamento considera a categoria ou o cargo relacionado à propaganda denunciada. Portanto, os números não indicam necessariamente que cada ocorrência esteja relacionada a uma pessoa ou organização diferente.
Maioria das denúncias partiu de aparelhos Apple
Outro dado disponível no sistema diz respeito aos dispositivos utilizados para fazer as denúncias. Dos 49 registros em Alagoas, 27 foram enviados por aparelhos com sistema iOS, utilizado nos celulares da Apple. Isso representa 55,1% do total.
Os outros 22 registros foram feitos por dispositivos Android, correspondendo a 44,9%.

Como denunciar uma possível irregularidade
O eleitor que identificar uma possível irregularidade durante a campanha pode utilizar o Pardal, aplicativo desenvolvido pela Justiça Eleitoral para receber denúncias relacionadas à propaganda eleitoral.
O sistema permite registrar ocorrências envolvendo propaganda em ruas, imóveis, veículos, internet, rádio, televisão e outros espaços. Também é possível anexar elementos que ajudem na apuração, como fotos, vídeos e links.
Além da propaganda irregular, situações que possam envolver compra de votos, uso indevido da máquina pública e outros crimes eleitorais podem ser comunicadas às autoridades competentes, como o Ministério Público Eleitoral e a própria Justiça Eleitoral.
É importante lembrar que uma denúncia não representa uma condenação. O registro feito pelo eleitor serve para comunicar o possível problema e permitir que o caso seja analisado.
Participação do eleitor vai além das denúncias
A população também pode acompanhar outros mecanismos de fiscalização das eleições. Entre eles estão as auditorias realizadas pela Justiça Eleitoral nas urnas eletrônicas e os testes de integridade, que são realizados por amostragem nos estados.
Os procedimentos são públicos e têm o objetivo de ampliar a transparência e permitir o acompanhamento das diferentes etapas do processo eleitoral.
Em Alagoas, portanto, os 49 registros já feitos pelo Pardal mostram que a fiscalização da campanha também está passando pelo olhar dos próprios eleitores — especialmente em Maceió, onde está concentrada a maior parte das denúncias registradas até agora.
*Fotos: Reprodução / Internet
