O candidato ao Governo de Alagoas pelo MDB, Renan Filho, participou, nesta sexta-feira (4), da sabatina realizada pela TV Gazeta com os postulantes ao Poder Executivo estadual.
Ex-governador e ex-ministro dos Transportes, o candidato detalhou propostas voltadas para o fortalecimento da infraestrutura de saúde, ampliação da segurança pública e avanços na educação.
Na área da saúde, Renan Filho anunciou a intenção de assumir ações de atenção básica em Maceió por meio da construção de 80 Clínicas da Família, além de propor a criação de duas novas unidades hospitalares na capital: o Hospital de Traumas e o Hospital do Câncer.
O objetivo das propostas é descentralizar os atendimentos de alta complexidade e reduzir a demanda sobre o Hospital Geral do Estado (HGE).
Para a segurança pública, o candidato propôs a implementação de Centros Integrados de Proteção à Mulher para concentrar denúncias, atendimento especializado e medidas protetivas em um único local.
Na educação, apresentou o projeto do cartão "Escola 1.000", que prevê a concessão de incentivos financeiros aos alunos com base no desempenho acadêmico, além da inserção de conteúdos de inteligência artificial e competências digitais na rede estadual.
Durante a sabatina, o postulante também abordou a conclusão do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) em Arapiraca, a continuidade das obras do Canal do Sertão para combate à desertificação e posicionou-se favorável a debates nacionais, como o fim da escala de trabalho 6x1.
Críticas ao adversário
Durante a sabatina, o ex-governador também direcionou críticas ao candidato JHC, acusando o adversário de adotar condutas que atacam a imprensa livre e restringem o debate democrático público.
Renan Filho apontou a existência de dezenas de ações judiciais movidas por JHC contra veículos de comunicação e jornalistas locais, sustentando que o candidato evita sabatinas e confrontos diretos para se manifestar exclusivamente por meio de redes sociais.
Além disso, o candidato do MDB cobrou transparência sobre a aplicação de R$ 97 milhões de recursos previdenciários dos servidores municipais no Banco Master.
Renan Filho criticou a gestão desses valores e citou os bloqueios de bens de ex-gestores municipais determinados pela Justiça, defendendo a responsabilização dos envolvidos no episódio.
