“O comércio está na UTI e está pedindo socorro.” A declaração foi feita nesta sexta-feira (4) pelo candidato a deputado estadual, empresário, ex-vereador e ex-secretário da gestão JHC, Francisco Sales. Após visitar aproximadamente 50 estabelecimentos comerciais em Santana do Ipanema, ele também realizou um evento que reuniu centenas de apoiadores em defesa de sua candidatura à Assembleia Legislativa.

“Aqui em Santana do Ipanema, o sentimento dos comerciantes é um só: ou fechou, ou vai fechar, ou está na iminência de fechar. Enquanto o governo só pensa em arrecadar e aumentar os impostos, o comerciante pede socorro”, afirmou.

Sales destacou que o ICMS estadual, antes de 17%, passou para 19% e atualmente está em 20,5%. Somado ao Fundo Estadual de Combate e Erradicação da Pobreza — Fecoep —, a tributação pode chegar a 22,5%.

O Fecoep é uma contribuição adicional cobrada sobre o ICMS que, no papel, deve financiar ações de combate à pobreza em Alagoas. Segundo Sales, a cobrança, antes concentrada em produtos supérfluos, passou a alcançar uma quantidade muito maior de mercadorias.

“Ninguém aguenta mais. O comerciante está na UTI e o governo só pensa em arrecadar”, declarou.

Para o candidato, a carga tributária também afasta empresas e indústrias, prejudicando a geração de empregos.

“Uma pequena indústria vai escolher Alagoas, com uma carga tributária estadual de até 22,5%, ou Santa Catarina, onde o ICMS é de 17%? O empresário vai para onde os impostos são menores. Alagoas precisa despertar, atrair indústrias e gerar empregos”, argumentou.

Sales também defendeu a união entre qualificação profissional e oportunidades de trabalho. Ele lembrou que JHC incluiu em seu plano de governo uma proposta de sua autoria para oferecer cursos profissionalizantes durante os três anos do ensino médio.

“O aluno precisa terminar o terceiro ano com uma profissão para chamar de sua. Mas não adianta oferecer qualificação sem criar empregos. Precisamos manter as portas do comércio abertas”, ressaltou.

Ao cobrar uma mudança de postura do governo estadual, Sales afirmou que os empresários não reivindicam privilégios, mas condições para trabalhar.

“Governador e governo de Alagoas: menos impostos e mais incentivos. O comerciante não quer favor. Quer apenas pagar suas contas em dia”, disse.

Empresário e responsável pela geração de mais de mil empregos, Sales afirmou que entrou na vida pública para defender quem trabalha e produz.

“Saio das minhas empresas para defender todos os comerciantes. Basta de tantos impostos. Parte desses recursos não chega às obras públicas e, em alguns casos, é alvo de graves suspeitas de corrupção, como na Saúde, investigada pela Polícia Federal. Mesmo sob suspeita de envolvimento em um esquema que teria desviado cerca de R$ 100 milhões, o secretário continua no cargo. É isso que nos deixa indignados”, concluiu.