Casos de pé diabético com infecções graves e risco de amputação poderão ser incluídos no protocolo de “vaga zero” da rede pública de saúde de Alagoas. A proposta foi apresentada durante uma reunião do Colégio de Procuradores de Justiça do Estado. A informação foi divulgada no Diário Oficial do MPAL desta sexta-feira (4).
A “vaga zero” permite o encaminhamento emergencial de pacientes em estado grave para uma unidade hospitalar, mesmo quando não há leito previamente disponível na central de regulação.
Durante a reunião, representantes da Casa Fecha Feridas e do Instituto Jackson Caiafa alertaram para o número elevado de amputações provocadas por diabetes e feridas crônicas no estado.
O médico Aldemar Araújo de Castro defendeu a adoção de um modelo semelhante ao utilizado no Rio de Janeiro, com a inclusão dos pacientes que apresentam infecções graves e risco de perda de membros no atendimento emergencial.
Também foram apontadas a necessidade de capacitar equipes da atenção primária, ampliar leitos especializados, organizar o atendimento nos distritos sanitários e adquirir uma câmara hiperbárica.
O procurador-geral de Justiça, Lean Antônio Ferreira de Araújo, afirmou que o MPAL deverá articular a discussão com os gestores estadual e municipal de Saúde, a direção do Hospital Geral do Estado (HGE) e órgãos jurídicos.
A inclusão desses pacientes no protocolo ainda não foi aprovada. A ata também não apresenta números sobre amputações, prazo para implantação das medidas ou estimativa de custos.
