O Circuito Vegano Maceió chega à terceira edição reunindo gastronomia, cultura e iniciativas ligadas ao veganismo em sete estabelecimentos da capital alagoana. A programação acontece de 8 de agosto a 27 de setembro, com pratos especiais, passaporte de participação e ações voltadas ao fortalecimento da rede vegana da cidade.

Mais do que uma rota gastronômica, o Circuito nasceu com a intenção de aproximar quem procura alimentação vegana dos estabelecimentos que oferecem essas opções em Maceió, criando uma rede que possa continuar existindo para além dos dias do evento.

O que é o Circuito Vegano?

O Circuito Vegano é uma experiência gastronômica que reúne estabelecimentos de Maceió em torno de uma proposta comum: apresentar ao público pratos totalmente veganos e, ao mesmo tempo, fortalecer os negócios e iniciativas que trabalham com esse tipo de alimentação.

Durante os 50 dias do evento, os participantes podem visitar os estabelecimentos inscritos portando o Passaporte Oficial do Circuito. Em cada local, é possível experimentar o prato criado ou selecionado especialmente para a edição e registrar a visita no passaporte.

Os estabelecimentos participantes oferecem 10% de desconto no prato do Circuito para quem apresentar o passaporte.

A dinâmica transforma a experiência gastronômica em uma espécie de percurso pela cidade. Cada refeição representa uma nova descoberta e cada registro no passaporte ajuda a construir a participação de quem percorre o circuito.

Ao final do evento, os participantes mais engajados serão reconhecidos durante a feira de encerramento.

Como surgiu o Circuito Vegano Maceió

A história do Circuito começou em 2021, quando Graziele Paiva e Klebson Silva chegaram a Maceió e perceberam duas coisas ao mesmo tempo: a cidade possuía boas opções de alimentação vegana, mas ainda havia dificuldade para muitas pessoas encontrarem essas iniciativas.

Amigos e conhecidos frequentemente perguntavam onde era possível comer comida vegana em Maceió. A primeira resposta foi organizar essas informações em um documento, reunindo os estabelecimentos e opções disponíveis na cidade.

A partir dessa experiência surgiu uma ideia maior: por que não aproximar diretamente os estabelecimentos do público?

Inspirados pelo formato do Circuito Vegano que já acontecia em Belo Horizonte, os organizadores desenvolveram uma versão para Maceió, criando uma ponte entre quem produz e quem consome alimentação vegana.

A proposta, desde o início, não era apenas movimentar restaurantes e outros estabelecimentos. Era também ajudar a formar uma rede, dar visibilidade às iniciativas locais e mostrar que o veganismo possui uma dimensão que ultrapassa o prato.

Uma terceira edição com novos participantes

A terceira edição amplia a rede do Circuito com a chegada de novos estabelecimentos. Ser-Afim, Bila Doces, Kero Mais e Toca do Calango retornam ao Circuito depois de participarem de edições anteriores. Já Di Bosco, Okàn e Papa Fritas fazem sua estreia no evento.

A chegada de novos participantes representa também o crescimento da própria rede de alimentação vegana e das possibilidades disponíveis para o público de Maceió.

O evento parte da compreensão de que veganismo está relacionado ao antiespecismo, à crítica às formas de exploração animal e à construção de relações mais justas entre seres humanos e outros animais.

Por isso, a programação não termina quando o último prato é servido.

A feira de encerramento, marcada para 27 de setembro, contará com produtos e iniciativas locais, premiações e uma roda de conversa dedicada ao veganismo e ao antiespecismo.

A intenção é recuperar uma dimensão política do veganismo que muitas vezes desaparece quando o conceito é reduzido a uma simples escolha alimentar ou transformado em tendência de consumo.

Para o Circuito, falar de veganismo também significa discutir liberdade, exploração, consumo, organização coletiva e as estruturas que determinam nossa relação com outras formas de vida.

Veganismo, Punk e cultura underground

Essa discussão encontra uma conexão histórica com a cultura punk e hardcore.

Desde as décadas de 1980 e 1990, questões relacionadas ao vegetarianismo, veganismo, direitos animais e antiespecismo passaram a ocupar espaços importantes dentro de diferentes cenas do punk e hardcore. Shows, zines, selos, bandas, coletivos e iniciativas independentes ajudaram a transformar essas pautas em práticas cotidianas.

O princípio do faça-você-mesmo também aproxima essas experiências.

Criar uma banda, organizar um show, produzir um zine, montar uma cozinha independente ou construir uma rede de apoio são práticas diferentes que podem partir de uma mesma lógica: não esperar que as estruturas existentes resolvam tudo e criar, coletivamente, outras possibilidades.

É justamente nessa interseção entre cultura, autonomia, alimentação e organização independente que o Circuito encontra uma conexão natural com a Oxenti Records.

A Oxenti Records no Circuito Vegano

A Oxenti Records participa diretamente da construção da terceira edição do Circuito Vegano, contribuindo com apoio e produção do evento.

Para a Oxenti, essa participação está relacionada a uma das pautas que fazem parte da trajetória da marca: a defesa do veganismo ético e sua conexão com outras formas de resistência cultural.

A participação também reforça uma ideia que atravessa diferentes áreas de atuação da Oxenti: música, literatura, roupas, arte, eventos e produção independente não precisam existir em espaços separados.

A cultura underground é formada justamente pelas conexões entre essas iniciativas.

Além do envolvimento na produção do Circuito, a Oxenti Records estará presente com um stand durante a feira de encerramento.

Uma rede que continua crescendo

O Circuito Vegano é construído por uma rede que vai além dos estabelecimentos gastronômicos.

Participam e apoiam a iniciativa marcas, coletivos, produtores e projetos independentes, entre eles Oxenti Records, The Great Fighter, F.A.D.A. — Frente Alagoana em Defesa dos Animais, Rama Café, MOA, Simbiá, Veganaria, Magic Burguer, Pure Cosméticos, Joelho de Velho, SOS Pet Pinheiros, Pandita, Ramburgui, Caatinga Rocks e outros parceiros que continuam se somando à iniciativa.

Essa diversidade é parte importante da proposta.

O objetivo não é apenas criar um evento durante 50 dias, mas contribuir para que essas conexões permaneçam depois que o passaporte deixar de receber carimbos.

O encerramento acontece em 27 de setembro

Depois de 50 dias percorrendo os estabelecimentos participantes, o Circuito Vegano será encerrado no dia 27 de setembro, com uma feira que reunirá diferentes iniciativas locais.

A programação de encerramento contará com: feira de produtos e iniciativas veganas; presença de marcas e produtores independentes; premiação dos participantes mais engajados; sorteios e ações com os participantes; roda de conversa sobre veganismo e antiespecismo e participação da Oxenti Records com stand.

Será o momento de reunir parte da rede construída durante o Circuito e transformar a experiência gastronômica em encontro, troca de ideias e discussão.