Antes dos corredores de Brasília, vieram a farda, as delegacias e grandes operações. O Deputado Federal Delegado Fabio Costa relembrou a trajetória construída na segurança pública, onde passou boa parte da vida profissional antes de entrar na política. Primeiro, integrou o Corpo de Bombeiros. Depois, passou no concurso para delegado da Polícia Civil e assumiu funções que o colocaram diante de alguns dos crimes mais complexos enfrentados pelo estado.
Na Polícia Civil, Fabio atuou no interior, foi diretor regional e chegou ao comando da Divisão Especial de Investigação e Capturas, a Deic. Ali, esteve envolvido no combate a quadrilhas especializadas em ataques a bancos, modalidade que ficou conhecida como “novo cangaço”, além de investigações contra organizações criminosas. Entre as ações de maior repercussão esteve a Operação Cavalo de Troia, voltada ao enfrentamento de grupos armados com atuação além das divisas Alagoas.
Quando o combate ao crime encontrou os limites do Estado
A passagem pela segurança também trouxe embates. Fabio afirma que, ao avançar em investigações e enfrentar grupos de poder, percebeu que o trabalho policial encontrava barreiras que não se resolviam apenas dentro de uma delegacia. Sua saída da Deic se tornou um dos episódios que mais tarde ajudariam a explicar a decisão de entrar na política. “Nesse caminho, nós acabamos mexendo com muita gente poderosa”, afirmou.
Foi a partir dessa experiência que, segundo o deputado, surgiu a percepção de que parte das mudanças precisava acontecer onde as leis e as decisões políticas são feitas. “Entendi que era por dentro do próprio sistema que eu tinha que travar essa batalha contra as injustiças do Estado”, disse. O passo seguinte foi a vida pública, primeiro em Maceió e depois na Câmara dos Deputados.
A segurança mudou de endereço
Em Brasília, Fabio manteve a segurança pública entre os principais temas de sua atuação. Projetos e debates sobre crime organizado, facções criminosas, proteção aos policiais e leis mais firmes passaram a ocupar o espaço que antes era preenchido por operações e investigações. A experiência de delegado, segundo ele, ajuda a levar para a Câmara problemas que conheceu longe dos gabinetes.
Ao relembrar esse caminho, Fabio trata a entrada na política menos como uma mudança de direção e mais como uma continuação do trabalho iniciado anos atrás. O ambiente mudou, assim como as ferramentas. Antes, havia inquéritos, operações e prisões. Hoje, há projetos de lei, fiscalização e debates no Congresso. A causa que ele diz carregar, porém, permanece a mesma.
