O clima azedou de vez nos bastidores.
Toninho Lins, considerado um dos braços direitos do governador Paulo Dantas na articulação política, entrou em campo para votar e apoiar Davi Maia, movimento que bate de frente com o acordo que, segundo integrantes do PSD, havia sido firmado com o grupo governista.
E fica difícil tratar a decisão como um simples movimento isolado.
Toninho é homem de confiança e aliado próximo de Paulo Dantas. Por isso, seu apoio a Davi Maia é interpretado nos bastidores como um movimento com peso muito maior do que uma escolha pessoal.
No PSD, o sentimento é de traição. Afinal, acordo político só tem valor quando é cumprido.
Agora, Paulo Dantas terá que administrar o desgaste e explicar ao PSD até onde vai o compromisso firmado com o partido e até onde seus principais aliados estão livres para trabalhar justamente na direção contrária.
Até o momento, não há comprovação pública de que o governador tenha pessoalmente determinado a Toninho Lins o apoio a Davi Maia. Mas uma coisa é certa: quando um dos homens mais próximos do governador se movimenta, o gesto não passa despercebido.
