Confesso que só consider, para valer, as pesquisas feitas nas duas últimas semanas da campanha eleitoral.

Não por incompetência ou desonestidade das empresas que as realizam, mas porque é nesse período – segundo elas mesmas – que o eleitor define o seu voto. (Elas sempre lembram que os números são um retrato do momento.)

Mas atendendo a provocação de conhecidos e de internautas, destaco alguns númerosque considero importantes na pesquisa realizada pela Quaest, a primeira de instituto de porte nacional após o anúncio oficial das candidaturas (no caso de Alagoas, dia 15 de agosto).

A eleição para o governo do Estado está empatada, mesmo que Renan Filho apresente uma vantagem de dois pontos sobre JHC no primeiro turno.

No segundo turno, o resultado é de 42% a 42%.

O que destaco: na pesquisa espontânea, 65% dos eleitores se disseram indecisos.

Na rejeição, JHC se saiu melhor por enquanto: 24% contra 31% de Renan Filho, acima da margem de erro.

Filho, por sua vez, é mais conhecido do que JHC: 

- só 14% não conhecem o atual senador;

- 24% dizem desconhecer JHC.

A campanha, é verdade, está apenas começando e, pelo visto, o eleitor ainda não está envolvido para valer.

Senado 

Nessa briga pelas duas vagas, eis o busílis, há um empate dentro da margem de erro (de três pontos percentuais):

- Lira, 20% das intenções votos;

- Calheiros, 18%;

- Marina JHC, 15%.

Como destacamos anteriormente, a novidade é que a ex-primeira-dama de Maceió se mostra viável, inicialmente. 

Ou seja: vai haver disputa.