A 4° Mobilização Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas começa na próxima segunda-feira (24) nas unidades do Instituto Médico Legal (IML) de Maceió e Arapiraca.  A doação pode ser feita em qualquer ponto de coleta do país.

Para realizar a ação, o interessado deve apresentar um documento de identificação e informações do Boletim de Ocorrência (número, estado de registro e delegacia). é sugerido que seja levado uma cópia do B.O. Os que já realizaram o procedimento não precisam realizá-lo novamente.

O perito irá passar um cotonete na parte interna da bochecha para coletar a amostra, sendo um processo rápido, indolor e sem a necessidade de colher sangue. Além disso, é recomendado que a doação seja de parentesco em primeiro grau biológico (pai, mãe, filhos…). O procedimento não possui custo.

Crianças podem realizar a coleta, desde que sejam acompanhadas por responsáveis legais.

O material genético possibilita a comparação de perfis genéticos de pessoas encontradas que mantêm a identidade desconhecida, sejam elas vivas ou já falecidas. Os perfis dos familiares são cruzados com os bancos de DNA estaduais e nacional.

Caso não seja possível seguir a ordem sugerida, outros familiares poderão ser considerados. Crianças podem doar material genético, desde que acompanhadas do responsável legal. 

Familiares podem doar em qualquer ponto de coleta, bastando apenas comunicar a situação aos profissionais para que a informação seja registrada. Se o desaparecimento foi em outro país, também será possível realizar a busca por meio da verificação em bancos de DNA internacionais.

Não há prazo limite para a coleta, podendo doar amostras a qualquer momento, independentemente do tempo que o parente esteja desaparecido. Porém, sendo apenas necessário ter um Boletim de Ocorrência registrado. Se não o tiver, a família pode procurar a delegacia mais próxima para registrá-lo.

Caso a pessoa seja identificada, um laudo oficial de identificação será elaborado e encaminhado à delegacia responsável pela ocorrência. Posteriormente, a equipe policial vai entrar em contato com a família e orientar sobre os procedimentos.

Caso o interessado não consiga comparecer a um dos pontos de coleta, é preciso entrar em contato com o posto mais próximo para que a equipe avalie como viabilizar o procedimento.