O Governo Federal deve elevar para R$ 1.741 a previsão do salário mínimo de 2027. O valor representa um aumento de R$ 120 em relação ao piso atual, de R$ 1.621, e ainda poderá sofrer alterações até o fim deste ano. A informação foi publicada pela Folha de S.Paulo nesta sexta-feira (14).
A nova estimativa é R$ 24 superior à apresentada em abril, quando o governo projetava um salário mínimo de R$ 1.717. O número atualizado deverá constar no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA), que será enviado ao Congresso até 31 de agosto. Em abril, o Ministério do Planejamento havia confirmado a estimativa anterior.
Caso seja confirmado, o novo piso entrará em vigor em 1º de janeiro de 2027 e representará um reajuste de aproximadamente 7,4%.
O cálculo considera a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), acumulada em 12 meses até novembro, e o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes. Para o reajuste de 2027, será considerado o desempenho da economia em 2025, quando o PIB cresceu 2,3%, segundo o IBGE.
A Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda projeta uma inflação de 4,93% até novembro. A estimativa foi elevada diante dos possíveis impactos do fenômeno El Niño sobre os preços dos alimentos.
O valor definitivo dependerá do resultado do INPC até novembro. Por isso, os R$ 1.741 previstos no Orçamento ainda poderão ser revistos antes de o piso entrar em vigor.
Além da remuneração dos trabalhadores, o salário mínimo serve de referência para aposentadorias do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Benefício de Prestação Continuada (BPC) e outras despesas obrigatórias.
Segundo estimativas divulgadas pelo governo em abril, cada R$ 1 acrescentado ao piso gera aproximadamente R$ 413,2 milhões em despesas. A revisão de R$ 1.717 para R$ 1.741 deverá aumentar em cerca de R$ 9,9 bilhões os gastos previstos para 2027.
