"Trata-se de um adolescente e de um maior de idade, ambos da cidade de Coqueiro Seco. O adolescente, inclusive, já foi apreendido por ato infracional análogo ao crime de furto e de dano, e foi liberado da unidade de internação em dezembro do ano passado. O maior de idade não tem passagem até o momento”.
A declaração é da delegada Tacyane Ribeiro, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), ao detalhar o perfil dos dois suspeitos de envolvimento no homicídio do jogador de futebol Micael Leandro da Silva, de 15 anos.
A fala ocorreu logo após as diligências da operação deflagrada pela Polícia Civil na manhã desta quinta-feira (13), em Coqueiro Seco, na tentativa de cumprir os mandados de prisão e apreensão contra a dupla.
Segundo a delegada, os acusados mudam de endereço com muita facilidade e constantemente, justamente para tentar dificultar o trabalho da polícia. Segundo ela, a constante mudança de paradeiro dos alvos impediu a captura nas primeiras horas da manhã, mas as buscas permanecem.
Tacyane Ribeiro reiterou ainda que o atleta não era o objetivo do atentado ocorrido no início do mês no Pontal da Barra. "Micael não era o alvo, ele foi atingido de forma acidental. Apenas um disparo, infelizmente, ceifou a vida desse jovem. O alvo supostamente seria outra pessoa, que sequer estava participando daquela partida", destacou.
A polícia revelou também que a motocicleta utilizada pelos executores no dia do crime foi roubada cerca de 15 dias antes, no município de São Miguel dos Campos, e possui restrição criminal.
Testemunhas são conduzidas à delegacia para prestar depoimento
Embora os executores diretos não tenham sido localizados durante as buscas em Coqueiro Seco, a operação resultou na condução de duas testemunhas à sede da DHPP, no bairro Chã de Bebedouro, em Maceió.
As duas pessoas foram levadas para prestar depoimento oficial ao delegado Gilson Rego, responsável pela condução do inquérito policial.
Segundo Tacyane Ribeiro, a oitiva dessas testemunhas é peça fundamental para colher novos elementos de prova e consolidar a apuração do caso.
"A gente conta com a colaboração e a participação da população mais uma vez. Tivemos uma denúncia anônima que foi primordial para a elucidação desse caso e obtenção dos mandados. O cerco já está se fechando e em breve esses indivíduos estarão atrás das grades", pontuou a delegada.
