Um cliente de Arapiraca, no Agreste de Alagoas, procurou a imprensa para relatar um impasse envolvendo a compra de um veículo zero-quilômetro da BYD. O consumidor afirma que pagou R$ 109.990 por um Dolphin Mini, mas ainda não recebeu o automóvel.
A negociação começou em 30 de março, com o pagamento de R$ 5 mil de entrada. Conforme os comprovantes enviados à reportagem, o restante foi quitado por meio de carta de crédito do Banco do Brasil: R$ 58.254,49 em 6 de julho e R$ 46.735,51 em 17 de julho.
Segundo o comprador, a concessionária informou que o veículo havia chegado a Maceió, mas não poderia ser entregue devido ao cancelamento da nota fiscal. Ele relata que, ao procurar esclarecimentos, recebeu informações divergentes da revendedora e da central de atendimento da montadora.
Em resposta encaminhada ao cliente, a BYD informou que o prazo para entregas na modalidade de venda direta é de até 30 dias corridos após a quitação. A montadora acrescentou que os procedimentos relacionados à emissão ou ao cancelamento de notas fiscais são de responsabilidade da concessionária.
A JRCA BYD apresentou uma versão diferente. Segundo a concessionária, houve um intervalo entre os pagamentos e o cliente teria perdido a janela prevista para a conclusão da compra e a entrega do automóvel.
“Não existiu essa versão de que pagou e não recebeu. Houve uma diferença no prazo de pagamento e ele perdeu essa janela”, declarou um representante da revendedora.
A empresa afirmou possuir documentos capazes de comprovar sua versão, mas não detalhou à reportagem qual era o prazo estabelecido, quando a suposta janela terminou nem como o cancelamento da nota fiscal afetou a negociação.
A JRCA também declarou que comercializa mais de 500 veículos por mês e que entregou 674 unidades no último mês. Segundo a concessionária, foram vendidos mais de 10 mil automóveis em três anos sem problemas recorrentes relacionados às entregas.
O consumidor permanece sem o veículo e aguarda uma definição sobre a entrega do automóvel ou a devolução dos valores pagos.
