"O sonho dele era só jogar bola. Cortaram o sonho do meu filho". O desabafo é de Marcos Antônio Leandro, pai do adolescente Micael Leandro da Silva, de 15 anos, assassinado a tiros no último sábado (1º) nas proximidades de um campo de futebol na capital alagoana. 

Em entrevista à TV Pajuçara, o pai relembrou a trajetória do atleta e cobrou rigor da Polícia Civil no esclarecimento do crime.

Com histórico de títulos nas categorias de base do CSA aos 13 anos e passagens recentes pelo Retrô (PE) e pelo São Paulo FC, onde conquistou a Copa Fictor Sub-15, o jovem projetava o retorno ao futebol pernambucano e mantinha conversas para integrar a base do Bahia.

Durante a entrevista, Marcos Antônio relatou que o filho não possuía qualquer envolvimento com atos ilícitos e denunciou a insegurança vivida em espaços comunitários de esporte situados em áreas vulneráveis de Maceió.

 

 

"Chegar na beira de um campo de futebol que só tem adolescentes que querem jogar bola e atirar no meio, sem saber quem é quem, e tirar a vida do meu filho", lamentou.

O pai reforçou o apelo às autoridades de segurança pública para a localização e prisão dos responsáveis. "A minha indignação é essa. Eu não quero riqueza, não quero nada; só peço que a justiça seja feita e peguem quem matou meu filho", declarou.

O caso segue sob investigação da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Capital. Até o momento, as forças de segurança não registraram a prisão de suspeitos.

O caso

O crime aconteceu na tarde desse sábado (1º), próximo ao Campo do Torrão, no Pontal da Barra.

Testemunhas relataram à Polícia Militar que o atleta se dirigia ao ônibus, após a partida, quando dois homens se aproximaram, de motocicleta, e um deles efetuou os disparos, que atingiram principalmente o rosto da vítima. Os suspeitos usavam capacetes.

Micael chegou a ser socorrido para o HGE (Hospital Geral do Estado), mas não resistiu aos ferimentos. As investigações preliminares apontam que ele pode ter sido executado por engano.