A Câmara Municipal de Maceió entregou nesta quarta-feira (29) o título de Cidadã Honorária de Maceió à ministra Marluce Caldas, do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Em sessão realizada na Associação Comercial, vereadores e autoridades dos três poderes prestigiaram o momento de reconhecimento à trajetória da magistrada.
Marluce Caldas foi indicada pelo presidente da Câmara, Chico Filho, para receber a cidadania maceioense pela contribuição dela a Alagoas, por mais de 40 anos, durante sua atuação profissional, como promotora e procuradora do Ministério Público e como secretária de Estado.
Ela é considerada pioneira na Justiça brasileira, ao ser a primeira alagoana a ocupar o cargo de ministra em um tribunal superior, e a décima mulher a integrar o STJ. Natural do Rio de Janeiro, chegou a Alagoas ainda bebê, onde estudou, formou-se em Direito pela Universidade Federal de Alagoas e criou laços familiares e sociais.
Para o propositor da homenagem, vereador Chico Filho, Marluce marca a história de Maceió e de Alagoas, ao conquistar os espaços em que atua, antes no MPE e hoje no STJ, e sem deixar de lado o olhar humanizado e sensível às demandas sociais.
“É uma mulher de muita fibra, de muita luta e muito competente. A gente tem que reverenciar todo o trabalho que ela fez por Maceió, e agora está fazendo por todo o Brasil. Eu fico muito feliz em ter proposto esse título de cidadã, porque a doutora Marluce, desde a sua atuação no Ministério Público, sempre teve o olhar humanizado, e foi o que a levou a ocupar esse cargo no STJ”, declarou.
Os vereadores David do Emprego, Jônatas Omena e Marcelo Palmeira, além do prefeito de Maceió, Rodrigo Cunha, a senadora Eudócia Caldas, o desembargador do Tribunal de Justiça de Alagoas, Alcides Gusmão, a procuradora de Justiça Sandra Malta e outras autoridades estiveram presentes na solenidade.
Para a ministra, ser oficialmente cidadã maceioense reforça o compromisso dela com a cidade e com todo o Nordeste. “Minha história foi construída, principalmente, em Maceió. Foi aqui que eu recebi os valores que levo para o STJ. E hoje, ser considerada filha de direito de Maceió, muito me honra. Voltarei para o STJ muito mais nordestina, muito mais alagoana e muito mais maceioense”, declarou.
Ela aproveitou para fazer uma declaração em incentivo às mulheres. “Meu sentimento é de gratidão ao povo, à minha família e às mulheres, para que as pessoas entendam que existem mulheres em Maceió que merecem esse título. Não eu, a Marluce, mas uma mulher que chegou aqui aos 11 anos de idade, estudou no Colégio Bom Conselho, estudou na universidade pública e se preparou para o serviço público”, afirmou.
