Para o deputado estadual Ricardo Nezinho, conhecer a história é fortalecer a identidade de um povo e criar referências para o futuro. Ao longo da vida pública, essa visão se transformou em iniciativas voltadas à valorização da cultura, da literatura e da memória.

O principal exemplo é o Projeto Raízes de Arapiraca, idealizado por Ricardo Nezinho e considerado o maior projeto etnográfico do mundo nesse formato. A iniciativa reúne mais de 500 documentários com relatos de homens e mulheres que ajudaram a construir a história, a economia, a cultura e a vida social do município, formando um acervo permanente para estudantes, pesquisadores e toda a população.

"O momento mais bonito é ver as pessoas se reconhecendo na própria história. A família revive lembranças, os netos descobrem histórias e todos percebem que ajudaram a construir Arapiraca. Quem conhece as próprias raízes sabe para onde quer crescer", afirma Ricardo Nezinho.

O incentivo à valorização da história também se materializou na publicação de duas edições do livro A História dos 100 Anos de Arapiraca Contada pelas Atas da Câmara Municipal, obra que reúne documentos históricos do Poder Legislativo e amplia o acesso da população à história política e administrativa do município.

"Documento guardado em arquivo conta uma história. Publicado em livro, passa a pertencer à população. Quando a memória fica acessível, ela deixa de ser apenas passado e passa a orientar o futuro", destaca o parlamentar.

Ricardo Nezinho também mantém uma relação histórica de apoio à Academia Arapiraquense de Letras e Artes (ACALA) e incentiva a Academia Estudantil de Letras, iniciativas que estimulam a leitura, a pesquisa, a produção literária e a valorização da identidade cultural.

"A cultura mantém viva a memória de um povo. Quando um jovem começa a escrever, pesquisar e valorizar a própria história, ele também ajuda a preservar o amanhã", afirma.

Para Ricardo Nezinho, valorizar a história e a cultura é reconhecer quem ajudou a construir cada município e deixar um legado para as futuras gerações.

"Nenhum município cresce de verdade quando esquece quem o construiu. Preservar a memória é um compromisso com quem veio antes de nós e uma responsabilidade com quem ainda está por vir", conclui Ricardo Nezinho.