Um professor de música e um prestador de serviço do Instituto Federal de Alagoas (Ifal) foram presos na manhã desta quarta-feira (22), durante a Operação Face Oculta, deflagrada pela Polícia Civil de Alagoas (PCAL), em Maceió.
Os dois são investigados em inquéritos distintos por suspeita de estupro de vulnerável e crimes relacionados à produção, ao armazenamento e ao compartilhamento de material de abuso sexual infantil.
A operação cumpriu cinco mandados expedidos pela 14ª Vara Criminal da Capital, sendo dois de prisão e três de busca e apreensão. A ação foi conduzida pela Delegacia de Crimes contra a Criança e o Adolescente (DCCAA).
De acordo com as delegadas Maíra Balbi e Thalita Aquino, as investigações começaram a partir de denúncias anônimas e informações apresentadas por familiares das vítimas.
Em um dos casos, o professor de música é investigado por abusos contra uma adolescente. No outro, o prestador de serviço do Ifal é suspeito de violência sexual contra uma criança de seu círculo familiar.
A Polícia Civil também apura o armazenamento e a distribuição de material de abuso infantil pelo servidor, além da suspeita de maus-tratos a animais.
Durante as buscas, foram apreendidos dispositivos e arquivos digitais que serão analisados pelo Instituto de Criminalística. A perícia deverá verificar a existência de outros participantes na distribuição do conteúdo e de possíveis novas vítimas.
A operação contou com o apoio do canil da Polícia Militar, da Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Draco) e da Polícia Científica.
Em nota, o Ifal afirmou que repudia qualquer forma de violência e acompanhará o caso. A instituição informou que poderá adotar medidas administrativas caso seja confirmado o envolvimento de um servidor.
O instituto declarou ainda que não comentará o mérito das acusações enquanto a investigação estiver em andamento e que permanecerá à disposição das autoridades.