Alagoas-dizem vozes alheias- é um estado negro, simbolo máximo do enfrentamento a opressão racista e essa narrativa, ( que virou produto) é utilizada, nas muitas performances, tanto das representações negras, quanto da politica de gestão.
O 20 de novembro é o dia-ápice mercadológico de uma consciência, convenientemente, forjada nos interesses de cada segmento, e a Serra da Barriga, do significativo Quilombo dos Palmares , se transformou em palco eleitoreiro para as gentes-negras, ainda, escravizadas pelos holofotes contemporâneos do poder, sinhazinhas brancas e dos senhores donos de engenho.
Alagoas é um estado feudal, socialmente, anêmico, quando a conversa é o enraizamento das práticas subversivas, de verdade, tipo políticas públicas antirracistas, que movam estruturas dos engenhos.
São acúmulos de anos ,das muitas representações negras, espalhadas em suas especificidades, que, decididamente, não conseguem construir um podium no sistema político da eurocêntria alagoana.
Assim como o país Argentina, Alagoas-politica, o segundo menor estado do Nordeste, faz apagamento das histórias ancestrais negras.
Ôxe!
A população alagoana é , majoritariamente, negra, perto da casa dos 70% , enquanto, no Rio Grande do Sul, temos o menor percentual, cerca de 21%, de população negra, quer dizer, RS é um território, em sua totalidade, quase, branco, entretanto, contudo, todavia, porém, o movimento negro das bandas de lá é persuasório, conectando e dando voz a ideias, que embasam tarnsformações, através de representações politicas, como o substantivo senador, Paulo Paim , que é responsável por legislaçãoes importantes, Estatuto da Igualdade Racial e a Lei das Cotas.
Esta ativista negra, alagoana, Arísia Barros, com o patrocinio da Federação das Industrias do Estado de Alagos e Jó Pereira, participou do 6º Congresso Internacional de Educação, Saúde e Igualdade Racial, ação significativa, do grupo Face de Ébano, ocorrido dias 03 e 04 de julho, na Câmara de Vereador@s, em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, afirma que é impossível não ficar, positivamente, impactada com a força da representação do movimento negro no estado.
Ano após ano, o alinhamento entre as diferenças, alicerçadas nos saberes ancestrais, permite que as organizações negras locais, invistam em inserções na política institucional e elevam aos parlamentos das três esferas do poder, seja municipal, estadual e federal, representações negras da sociedade civil.
E foi lá, que a ativista , Arísia Barros, coordenadora do Instituto Raizes de Áfricas, teve o prazer de conhecer Vanessa S. Mulet, uma mulher negra potente, comandando a Frente Negra Gaúcha.
Uma Frente Negra Gaúcha, comandada por uma mulher negra, em um estado, majoritariamente branco e sulista..
É tipo Uau!
Depois conto mais histórias sobre a potente Frente Negra Gaúcha.
Se quiser ler….



https://www.frentenegragaucha.com.br/
