Foi puro sincericídio do notório e icônico presidente nacional do PL Valdemar Costa Neto.

Em entrevista à Globonews, ontem à tarde, ele nos apresentou um suco de política real - como ela é exercida hoje no Brasil.

Ao “justificar” seu papel na definição de emendas parlamentares, o personagem - que teve R$ 114 milhões bloqueados pelo ministro Flávio Dino - disse que isso acontece porque tem deputado que precisa de emenda para abastecer prefeitos e vereadores, mas tem deputado que não precisa “porque tem voto de opinião”.

E daí?

Ele decide, como presidente do PL, quem vai usar melhor a emenda em seu favor, na conquista dos votos.

Disse, é verdade, o que parece óbvio: o dinheiro público é quem direciona o voto dos eleitores de municípios mais pobres.

Aliás, ele fez questão de citar Alagoas no seu discurso de justificação: 

- Você vai para uma praia em Alagoas e no caminho vê uma miséria que dá dó.

Não mentiu e ainda apresentou a radiografia de uma fratura exposta: a pobreza é meio caminho andado para que o mal se perpetue.