O custo da cesta básica recuou 3,61% em Maceió no mês de junho, segundo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, divulgada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A capital alagoana apresentou a terceira maior redução entre as cidades pesquisadas no país.

A queda em Maceió ficou atrás apenas de João Pessoa, onde a cesta ficou 3,97% mais barata, e de Recife, que registrou redução de 3,62%. Das 27 capitais analisadas, 17 apresentaram aumento no custo dos alimentos no período, enquanto as demais registraram queda.

Mesmo com a redução em junho, o levantamento mostra que, no acumulado do primeiro semestre, todas as capitais brasileiras tiveram alta no preço da cesta básica. As variações vão de 4,02%, em São Luís, a 21,48%, em Fortaleza.

Em Maceió, o custo médio da cesta básica foi de R$ 671,41, um dos menores do país. Entre as capitais do Norte e Nordeste, apenas Aracaju (R$ 630,40) e São Luís (R$ 654,73) apresentaram valores inferiores. Natal aparece logo depois de Maceió, com custo médio de R$ 686,07.

De acordo com o Dieese, o feijão foi um dos principais responsáveis pelo aumento do custo da alimentação em nível nacional, com alta registrada em todas as capitais pesquisadas. A valorização do produto é atribuída à redução da área plantada e às condições climáticas desfavoráveis que afetaram as duas primeiras safras. Também houve aumento nos preços do arroz agulhinha, da carne bovina de primeira e do leite integral.

Com base no custo da cesta básica mais cara do país, registrada em São Paulo, o Dieese estima que o salário mínimo necessário para atender às despesas básicas de uma família deveria ser de R$ 8.110,92, valor cinco vezes superior ao salário mínimo vigente, de R$ 1.621.