Nada mais entediante do que a guerra midiática, com passagem na Justiça, das pesquisas eleitorais.
Um horror de pobreza e expressão do analfabetismo político que nós vivemos.
O fanatismo e oportunismo são manifestações de outro pacote, que em nada engrandece uma sociedade.
O problema não é só local.
Todas as semanas, podem observar, pelo menos dois institutos de pesquisa fazem propaganda de si mesmas, a um custo baixo, em todos os principais veículos de comunicação do país.
Se fôssemos levar a sério os resultados que eles apresentam – “o retrato do momento” -, veríamos tão somente uma sociedade bipolar, que muda de opinião ou de posição como quem muda de roupas íntimas.
Para as empresas de pesquisa, essa visibilidade é essencial para vender seus negócios, principalmente em tempos de debate político vazio – e cada vez mais vazia.
No plano local, a situação ainda é pior: cada grupo tem seus institutos de pesquisas, historicamente conhecidos como DataRenan e DataLira (podemos acrescentar DataDantas e DataVictor), a apresentarem os resultados que interessarem aos seus respectivos fregueses.
Melhor para eles, que vendem o seu peixe e ainda alimenta por dias o noticiário dito político.
Fato objetivo: o eleitor e a eleitora não estão nem aí para a campanha eleitoral, que só existe entre os “mobilizados” pela grana e na imprensa - por falta de outro tema.
Há pesquisas sérias?
Claro que há, mas não é o que estamos vendo por esses tempos. Pior para a Justiça Eleitoral, já não raquítica, que se vê abarrotada de ações sobre o tema.
Que pobreza!
