O cidadão argentino David Juan Manuel Corbalan, de 47 anos, preso pela Polícia Civil do Rio de Janeiro sob a acusação de aplicar o chamado "golpe do amor" contra mulheres, é investigado por também ter feito vítima e deixado prejuízo financeiro no estado de Alagoas.
De acordo com informações publicadas pelo jornal Extra/Globo, o suspeito utilizava uma identidade falsa de herdeiro milionário árabe para conquistar a confiança das vítimas e extorquir valores.
O caso em território alagoano foi registrado no dia 4 de maio de 2022, quando uma moradora de Maceió procurou o 2º Distrito Policial, localizado no bairro da Jatiúca.
Em depoimento à polícia, a vítima relatou que mantinha um relacionamento afetivo de três meses com o estrangeiro, que afirmava ser nascido na Patagônia e herdeiro na cidade de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.
Segundo o relato da alagoana, o suspeito acumulou um prejuízo de R$ 6 mil em pedidos de dinheiro ao longo do namoro e nunca foi visto trabalhando.
No dia 2 de maio daquele ano, após pedir uma carona até um hotel na orla marítima da capital e conseguir R$ 490 emprestados com o filho da vítima, Corbalan desembarcou do veículo e fugiu levando o telefone celular da mulher, que continha acesso ao aplicativo de mensagens WhatsApp e à conta bancária dela.
De acordo com as investigações conduzidas pelo delegado Ângelo Lages, da 12ª DP de Copacabana (RJ), o roteiro de atuação em Alagoas e em Pernambuco foi semelhante ao aplicado no Rio de Janeiro, onde o argentino acabou detido no bairro do Flamengo.
Na capital fluminense, uma das vítimas, servidora pública aposentada, chegou a realizar 269 transferências que totalizaram R$ 1,5 milhão em prejuízos após o suspeito alegar que seus bens no exterior estavam temporariamente bloqueados.
A polícia informou que David Juan Corbalan possui um histórico de crimes semelhantes registrado em diferentes estados do país desde o ano de 2015, utilizando inclusive contas bancárias de antigas namoradas para fazer a movimentação do dinheiro obtido nos golpes.
O preso agora permanece sob custódia da Justiça fluminense, enquanto os inquéritos instaurados nas delegacias do Nordeste continuam em andamento.
