O barulho estridente das raquetes elétricas “estourando” dentro das residências que começa a se ouvir a partir do pôr do sol tem se tornado o som mais frequente que se escuta pelas ruas do Trapiche da Barra. É que para desespero dos moradores e comerciantes do bairro, desde o início do ano os mosquitos estão de volta!!! 

As pessoas praticamente já não passam mais sem o equipamento recarregável elétrico e outras coisinhas mais. “É raquete, inseticida, repelente e ventilador ligado o tempo todo”, reclama Cleverton Oliveira, dono de uma panificação localizada na Rua Aminadab Valente. 

Segundo ele, não há um dia sequer que não apareça um cliente no estabelecimento reclamando dos insetos. “Ao final da tarde nós somos obrigados a fecha portes e janelas das nossas casas para tentar evitar a invasão dos mosquitos”, conta Cleverton.

Os moradores estão literalmente “sentindo na pele” o problema. Que o diga Gabriele Ferreira, responsável técnica do abrigo de idosos Lar do Divino Espírito Santo, localizado na Rua Cônego Fernando Lyra.

“Está ficando insuportável a gente fazer qualquer atividade, por mais simples que seja, depois das 17 horas”, observa. Ela lembra que são justamente os idosos e as crianças os mais vulneráveis a contrair alergias e outros tipos de enfermidades por conta das picadas dos insetos.

Além do incômodo das picadas e da perturbação do sono, Gabriele revela que o abrigo, que hoje acolhe 16 idosos, todos na faixa etária acima dos 60 anos, passou a ter despesas extras com energia elétrica e compra semanal de materiais utilizados para minimizar o ataque dos insetos.

“Adquirimos recentemente várias raquetes recarregáveis e também um desses aparelhos elétricos para matar os insetos, mas nem isso está dando conta. Semanalmente temos que repor o estoque de repelente e inseticida, e tudo isso está onerando as despesas do nosso abrigo”, destaca.  

Os insetos também alteraram o cotidiano de servidores e pacientes do Hospital Escola Helvio Auto, referência em doenças infectocontagiosas. Por lá, a reclamação é geral. 

Os acompanhantes das pessoas internadas estão levando de casa até mosquiteiros para minimizar as investidas dos insetos, além de passarem noites inteiras acordados vigiando os pacientes para evitar as picadas constantes. 

As reclamações por conta desses visitantes indesejáveis são frequentes todos os anos. A principal causa do problema é apontada pelos moradores como sendo a falta de limpeza e manutenção por parte da Prefeitura de Maceió dos canais que cruzam o bairro.