Uma situação abusiva e completamente descabida tem revoltado quem precisa utilizar a Rodoviária de Maceió. O cidadão que embarca ou desembarca no terminal enfrenta um dilema que mexe diretamente no bolso. Para se ter uma ideia do absurdo, quem precisar usar o sanitário tem que desembolsar a quantia de R$ 3,50 e para tomar banho R$ 18.50
O caso ganhou repercussão nesta semana após o desabafo de uma passageira nas redes sociais. Desesperada e indignada, ela denunciou a cobrança abusiva. A pergunta que fica é: quantos passageiros chegam àquele local com o dinheiro contado apenas para a passagem, e qualquer custo extra faz uma falta enorme?
O detalhe mais grave é que o patrimônio pertence ao Estado, mas a gestão e o lucro foram entregues a uma empresa terceirizada — a mesma que também explora o estacionamento. Será que já não passou da hora de dar um basta nesse tipo de exploração? Cadê os políticos, o Procon/AL ou a Arsal, órgão regulador do Estado?
Para fins de comparação, nem nos aeroportos existe esse tipo de cobrança: como se sabe, os banheiros são públicos, gratuitos e há ampla oferta de bebedouros com água gelada. Enquanto isso, o Terminal Rodoviário João Paulo II, em Maceió, cobra pelo básico e sequer oferece água digna aos passageiros.
Quem administra
A título de informação que administra a nossa rodoviária é a SINART (Sociedade Nacional de Apoio Rodoviário e Turístico) tida como uma das maiores empresas do Brasil especializada na administração de infraestrutura e mobilidade urbana. Ela atua principalmente na gestão de terminais rodoviários e aeroportos.
