A Polícia Civil de Alagoas revelou nesta sexta-feira (19) novos detalhes da investigação sobre o feminicídio que vitimou Silvania Maria da Silva, de 36 anos, em Arapiraca. Segundo os investigadores, o principal suspeito do crime retornou recentemente de São Paulo com a intenção de reatar o relacionamento com a vítima, mas não aceitou o fim da relação.

De acordo com o delegado Douglas Rocha, da Unidade de Atendimento ao Local de Crime (UALC 3), o casal manteve um relacionamento por cerca de 20 anos e estava separado desde março deste ano.

“As investigações preliminares apontam que o suspeito mantinha um relacionamento de aproximadamente 20 anos com a vítima, relacionamento esse que tinha se rompido por volta de março deste ano”, afirmou o delegado.

Conforme a Polícia Civil, após a separação, o homem foi trabalhar em São Paulo. Recentemente, retornou a Arapiraca na tentativa de retomar o relacionamento, mas Silvania não demonstrou interesse em uma reconciliação.

Segundo Douglas Rocha, a vítima rompeu qualquer tipo de contato com o ex-companheiro e chegou a bloqueá-lo nas redes sociais.

A investigação aponta que, na tarde de quinta-feira (18), o suspeito foi até a residência da vítima, no bairro Massaranduba. A principal hipótese é que ele tenha atingido Silvania com um objeto contundente antes de enforcá-la com uma corda.

“O suspeito foi na casa da vítima e provavelmente deve ter batido na cabeça dela com algum instrumento contundente. A vítima ainda provavelmente meio desacordada, ele a enforcou”, relatou o delegado.

Outro detalhe revelado pela polícia é que o suspeito teria planejado tirar a própria vida após cometer o crime. Segundo o delegado, os levantamentos iniciais indicam que ele pretendia morrer ao lado da vítima, mas não conseguiu concluir a ação.

“Segundo as nossas investigações, o intuito do suspeito era se enforcar ao lado da vítima. Ele não conseguiu realizar esse intuito”, disse Rocha.

Ainda conforme a investigação, após o assassinato, o homem teria levado o corpo para um dos quartos da residência, coberto a vítima com uma manta e deixado o imóvel.

Testemunhas ouvidas pela polícia relataram que o suspeito chegou a comentar o crime com pessoas próximas logo após o feminicídio. Há relatos de que ele teria confessado o assassinato a um amigo antes de fugir.

Imagens de câmeras de segurança estão sendo recolhidas e analisadas para ajudar a reconstituir a rota de fuga do suspeito. Equipes das polícias Civil e Militar seguem realizando diligências na tentativa de localizá-lo.

Até o momento, o homem continua foragido. Informações que possam auxiliar nas investigações ou levar ao paradeiro do suspeito podem ser repassadas de forma anônima por meio do Disque Denúncia, pelo telefone 181.