As mudanças no trânsito implantadas pelo Departamento Municipal de Transportes e Trânsito (DMTT) na Avenida Gustavo Paiva transformaram a rotina de moradores e comerciantes dos bairros Mangabeiras e Stella Maris em um verdadeiro teste de paciência. O que já era considerado um trânsito complicado em horários de pico se tornou, segundo relatos da população, um cenário de congestionamentos constantes, buzinas, manobras perigosas e insegurança para pedestres.

Em contato com a reportagem, moradores afirmaram que a Rua João Lopes do Carmo, nas proximidades do Condomínio Jardim Vaticano, passou a registrar um fluxo intenso de veículos, principalmente no fim da tarde.

"O pessoal tentando fugir do engarrafamento vem pela Rua Rolan Simon e aqui no cruzamento fica o auê. Melhorou pra quem?", questionou uma moradora da região.

Além do aumento significativo no número de veículos, comerciantes e residentes reclamam do barulho provocado pelas buzinas e da imprudência de alguns motoristas. De acordo com os relatos, devido aos congestionamentos, condutores têm utilizado ruas laterais na contramão para tentar escapar do trânsito, colocando em risco estudantes e moradores.

A preocupação é ainda maior porque existem diversas escolas nas imediações. "É um perigo constante. As crianças circulam por aqui diariamente e o trânsito está completamente desorganizado", comentou uma comerciante.

Segundo os moradores, a situação se agravou porque os motoristas que seguiam em direção ao Litoral Norte perderam uma das opções de trajeto. Antes, era possível utilizar tanto a Avenida Gustavo Paiva quanto a Avenida Brigadeiro Eduardo Gomes de Brito. Com as mudanças, a circulação ficou concentrada em apenas uma via, provocando reflexos em toda a região.

Os congestionamentos, segundo os relatos, não se limitam às ruas internas de Mangabeiras. As retenções se estendem até a Avenida João Davino e alcançam o bairro de Stella Maris.

 

Retirada de ponto de ônibus

Outro ponto que vem sendo alvo de críticas é a retirada do ponto de ônibus localizado em frente à Faculdade Afya. Estudantes ouvidos pela reportagem afirmam que o abrigo utilizado por quem segue no sentido Litoral Norte foi transferido para a região da orla.

A mudança tem causado preocupação, principalmente entre os alunos que frequentam a instituição no período noturno.

"Quem estuda à noite fica apreensivo. O novo local é mais distante e acaba trazendo uma sensação maior de insegurança", relatou uma estudante.

 

Falta de diálogo 

Um comerciante da região também questionou a forma como as alterações foram implementadas pelo DMTT, alegando falta de informação e diálogo com a população afetada.

"Para abrir vias no Corredor Vera Arruda são feitas reuniões e muitos encontros, o que de fato daria um maior fluxo ao trânsito. Mas, em outros bairros, as mudanças acontecem da noite para o dia e são empurradas goela abaixo dos cidadãos", lamentou.

Questionada pela reportagem sobre a retirada do ponto de ônibus em frente à universidade, a assessoria de comunicação do DMTT informou que o equipamento "foi realocado para a Avenida Brigadeiro Eduardo Gomes de Brito, próximo ao encontro com a Rua Marechal Mascarenhas de Moraes".

Veja vídeo: https://www.youtube.com/shorts/o6sO-gU7Pn4