Mesmo enfrentando os maiores cortes orçamentários da história das universidades federais brasileiras, além dos impactos provocados pela pandemia, a Universidade Federal de Alagoas (UFAL) avançou. E muito. O fato chamou a atenção da imprensa nacional. Em reportagem publicada nesta quinta-feira (18), O Globo destacou que a UFAL é uma das apenas cinco universidades de todo o país que conseguiram avançar no ranking mundial do Center for World University Rankings (CWUR) 2026. O resultado coloca a instituição em um seleto grupo de excelência do ensino superior brasileiro e reforça sua presença no ambiente mundial da ciência, da tecnologia e da inovação.
O reconhecimento tem peso especial porque foi alcançado em um cenário extremamente adverso para as universidades públicas brasileiras. Enquanto a ampla maioria das instituições nacionais perdeu posições no levantamento internacional, a UFAL contrariou a tendência e passou a integrar um grupo restrito formado por apenas cinco universidades brasileiras que conseguiram crescer em um dos mais importantes rankings acadêmicos do planeta.
Ao lado da Universidade de Brasília (UnB), da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) e da Universidade Federal do Rio Grande (FURG), a universidade alagoana passou a integrar o seleto grupo das únicas instituições brasileiras que avançaram no levantamento. Entre as 52 universidades nacionais avaliadas, apenas essas cinco registraram crescimento.
O resultado evidencia a capacidade da UFAL de competir em um ambiente altamente competitivo, dominado por algumas das maiores e mais tradicionais universidades do mundo. Mais do que subir posições em um ranking, a instituição ampliou sua inserção internacional, fortaleceu sua produção científica e consolidou sua presença em um ambiente mundial cada vez mais exigente em pesquisa, inovação e geração de conhecimento.
Para o reitor Josealdo Tonholo, a conquista é resultado de um trabalho coletivo construído diariamente por toda a comunidade universitária.
“Esse resultado mostra que a UFAL soube transformar desafios em oportunidades de crescimento. Quero dividir esse reconhecimento com toda a nossa comunidade universitária e agradecer aos professores, técnicos-administrativos, pesquisadores, trabalhadores, colaboradores terceirizados e prestadores de serviço que ajudam a construir esta instituição todos os dias. Faço um agradecimento especial aos nossos estudantes de graduação e pós-graduação, que são a razão de existir da universidade e a principal motivação de todo o nosso trabalho. A UFAL existe para formar pessoas, gerar oportunidades, produzir conhecimento e ajudar a reduzir as desigualdades sociais que ainda desafiam Alagoas. Esse reconhecimento internacional demonstra que o trabalho sério, comprometido e coletivo produz resultados e projeta nossa universidade para o Brasil e para o mundo”, afirmou.
A trajetória que levou a universidade a esse reconhecimento foi marcada por uma série de medidas estratégicas adotadas nos últimos anos. A UFAL fortaleceu a graduação, ampliou a pós-graduação, incentivou a pesquisa científica, expandiu ações de inovação, reforçou a assistência estudantil e melhorou indicadores acadêmicos considerados fundamentais pelos principais rankings internacionais.
Sob a gestão de Josealdo Tonholo, a universidade também promoveu ações de equilíbrio financeiro e racionalização administrativa que permitiram preservar investimentos mesmo em um cenário nacional de forte restrição orçamentária. Ao mesmo tempo, ampliou oportunidades para estudantes, fortaleceu programas de bolsas, consolidou avanços em ciência, tecnologia e inovação e reforçou a atuação do Hospital Universitário Professor Alberto Antunes.
O destaque concedido por O Globo confirma que a UFAL não apenas resistiu às adversidades dos últimos anos. A universidade avançou, ampliou sua relevância acadêmica e científica e fortaleceu sua presença no cenário nacional e no ambiente mundial da ciência, da tecnologia e da inovação, consolidando-se como uma das referências do ensino superior público brasileiro.
