A Polícia Civil de Alagoas concluiu que as mortes dos policiais civis Yago Gomes Pereira, 33, e Denivaldo Jardel Lira Moraes, 47, ocorridas na madrugada do dia 20 de maio deste ano, em Delmiro Gouveia, foram cometidas pelo também policial civil Gildate Góes Moraes. Ele foi indiciado por homicídio qualificado pela impossibilidade de defesa das vítimas.
O resultado do inquérito foi divulgado à imprensa no começo da tarde desta quarta-feira (17). Os trabalhos foram conduzidos pela comissão formada pelos delegados Sidney Walston Tenório de Araújo, Flávio Dutra de Melo e Leandro Martins da Silva.
Baseada nas perícias balísticas e nos exames realizados no veículo onde ocorreram os crimes, a investigação concluiu que Gildate teria primeiro disparado contra a nuca de Denivaldo. Na sequência, Yago ainda teria tentado se defender, utilizando as mãos, mas também foi baleado, na têmpora.
Ambos morreram no local.
Ainda conforme a PC, as quebras de sigilos telefônicos e telemáticos realizadas durante a investigação não identificaram elementos indicativos de premeditação, levando a comissão a concluir “que os homicídios decorreram de uma situação momentânea ocorrida no interior do veículo, sem evidências de motivação prévia para o crime”.
Com base em testemunhos e exames realizados, as investigações concluíram, ainda que o trio consumiu bastante bebida alcóolica. Já os exames toxicológicos descartaram o uso de drogas ilícitas ou de medicamentos de uso controlado pelos três policiais.
A comissão de delegados também representou pela prorrogação da prisão preventiva do investigado e encaminhou o inquérito ao Poder Judiciário e ao Ministério Público para as providências cabíveis.
Gildate Goes está preso preventivamente desde o dia do crime, 20 de maio. Em depoimento, ele alegou ter sofrido um “apagão” supostamente após consumir álcool som as vítimas, Yago Gomes Pereira, de 33 anos, e Denivaldo Jardel Lira Moraes, de 47 anos.
*Com Ascom PC-AL
