A repercussão envolvendo um vídeo publicado por um suplente de vereador sobre um caso ocorrido no Hospital Regional Dr. Clodolfo Rodrigues de Melo, em Santana do Ipanema, ganhou um novo capítulo nas redes sociais. Após ser contestado por diversos servidores da unidade hospitalar e até por internautas, o suplente passou a bloquear perfis que questionaram publicamente as informações divulgadas por ele, fugindo assim do debate.
A polêmica começou após o suplente publicar um vídeo afirmando que a morte de um bebê teria sido causada por uma suposta demora no atendimento à gestante. A versão, entretanto, foi prontamente rebatida por servidores do hospital, que afirmaram que o bebê já teria chegado sem vida à unidade, informação que, segundo os funcionários, também teria sido confirmada pela própria paciente.
Nos comentários da publicação, profissionais da saúde classificaram a acusação como desinformação e criticaram o fato de o suplente não ter procurado a direção do hospital ou buscado esclarecimentos junto à equipe responsável antes de divulgar o conteúdo nas redes sociais.
Uma servidora chegou a afirmar que a publicação se tratava de uma "fake news pesada", destacando que a versão apresentada no vídeo não correspondia aos fatos relatados por quem acompanhou o caso. Outra funcionária saiu em defesa da equipe hospitalar e ressaltou o compromisso dos profissionais que atuam diariamente na unidade, afirmando que acusações sem comprovação acabam atingindo trabalhadores que exercem suas funções com ‘ética, responsabilidade e dedicação’.
Após a forte reação dos servidores, diversos profissionais relataram terem sido bloqueados pelo advogado. O que mais chamou a atenção dos internautas, entretanto, foi a alegação de que os bloqueios teriam atingido justamente os perfis de pessoas que contestaram a versão divulgada pelo profissional.
Segundo relatos publicados nas redes sociais, os usuários bloqueados foram, em sua maioria, aqueles que apresentaram esclarecimentos, questionamentos ou versões diferentes da narrativa inicialmente apresentada. Já comentários favoráveis à publicação continuaram visíveis no perfil.
A situação gerou uma nova onda de críticas. Para diversos internautas, a atitude demonstraria falta de disposição para o contraditório e para o debate público, especialmente em um caso que envolve acusações graves contra profissionais da saúde e uma instituição pública.
"Quem tem convicção do que diz não teme questionamentos", comentou um usuário.











