A Santa Casa de Maceió consolidou-se como referência em medicina nuclear e permanece como o único hospital de Alagoas a disponibilizar um quarto terapêutico para a iodoterapia em pacientes com câncer de tireoide que ficam internados na instituição. O tratamento, considerado essencial em casos de carcinoma diferenciado da tireoide, é realizado pelo Serviço de Medicina Nuclear da instituição e atende pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), convênios e particulares.

A iodoterapia utiliza iodo radioativo, conhecido como Iodo-131 (I-131), para destruir células tireoidianas e possíveis células cancerígenas remanescentes após a cirurgia. O procedimento é indicado principalmente para pacientes com câncer papilífero e folicular da tireoide e tem como objetivo reduzir o risco de recidiva da doença e aumentar a eficácia do tratamento.

Segundo o médico nuclear Marcelo Farias, a Santa Casa de Maceió dispõe de uma estrutura exclusiva em Alagoas para garantir a realização segura da terapia. “A iodoterapia realizada com doses acima de 100 milicuries exige internação em um quarto terapêutico específico. A Santa Casa é o único hospital do estado que possui essa estrutura e realiza a internação desses pacientes, garantindo toda a segurança necessária durante o tratamento”, explicou.

Além do tratamento do câncer de tireoide, o espaço também é utilizado por pacientes com tumores neuroendócrinos submetidos à terapia com MIBG-I131.

A instituição recebe pacientes das redes pública e privada. De acordo com Marcelo Farias, os pacientes do SUS precisam apresentar a autorização emitida pela Secretaria Municipal de Saúde, conhecida como “chave do Pronto”. Com a autorização em mãos, o paciente realiza o agendamento diretamente no serviço. Já os pacientes de convênios e particulares devem apresentar a solicitação médica e agendar o tratamento.

Entre as principais vantagens da iodoterapia estão a ação direcionada às células da tireoide, o caráter pouco invasivo do procedimento e a boa tolerabilidade pela maioria dos pacientes. O método também proporciona recuperação mais rápida e menor impacto sobre tecidos saudáveis quando comparado a terapias mais agressivas.

O tempo médio de internação é de 24 horas, período necessário para garantir a eliminação segura de parte do radiofármaco e reduzir a exposição de familiares e da população em geral.

Após a alta hospitalar, o paciente não precisa permanecer isolado em casa. No entanto, deve seguir algumas recomendações temporárias. “Ele não precisa ficar trancado em um quarto. O que orientamos é manter certa distância das pessoas, principalmente de gestantes e crianças, e evitar contatos muito prolongados nos primeiros dias após o tratamento”, orientou Marcelo Farias.

Embora o câncer de tireoide seja frequentemente silencioso em sua fase inicial, alguns sinais podem indicar a necessidade de avaliação médica. Entre eles estão o surgimento de nódulo no pescoço, rouquidão persistente, dificuldade para engolir, sensação de pressão na região cervical e aumento dos gânglios. Em alguns casos, a doença também pode ser identificada incidentalmente em exames de imagem realizados por outros motivos.

“Caso perceba algum desses sinais, é importante procurar avaliação especializada. E, se houver indicação de iodoterapia, eu, o doutor Gustavo Pino e toda a nossa equipe estamos à disposição para receber, orientar e acolher esses pacientes”, destacou o especialista.

SANTA CASA 175 ANOS – Em setembro, a Santa Casa de Maceió celebra 175 anos de fundação. Consolidada como um complexo hospitalar, a instituição reúne unidades como a Santa Casa Farol e a Santa Casa Nossa Senhora da Guia, oferecendo ambulatórios, prontos atendimentos 24 horas, centro de diagnósticos, terapia intensiva, assistência em cardiologia clínica e acompanhamento pós-operatório de cirurgias cardíacas.

Aliando tradição e inovação, o hospital também se destaca pela utilização do primeiro robô cirúrgico de Alagoas. Mais informações podem ser acessadas no site da Santa Casa de Maceió.