A Polícia Civil de Alagoas, por meio da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), iniciou a análise de imagens de videomonitoramento e a coleta de depoimentos para esclarecer o assassinato de um homem na orla da Pajuçara, em Maceió. 

O crime ocorreu na noite desta quarta-feira (27), e a vítima, que ainda permanece sem identificação formal, faleceu na recepção de um hotel de luxo após buscar socorro no local.

Os trabalhos de campo foram coordenados pela Unidade de Atendimento de Local de Crime 1 (UALC 1), sob o comando do delegado Daniel Scaramello. 

De acordo com o relatório investigativo, as câmeras da região captaram o momento exato em que o homem corria em via pública após ser alvo dos disparos, indo em direção ao interior do estabelecimento comercial logo em seguida.

Os levantamentos apontam que a vítima entrou no hotel por volta das 21h50, já ferida e pedindo ajuda aos funcionários. 

Testemunhas que estavam no saguão tentaram prestar os primeiros socorros e acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). 

No entanto, quando os médicos chegaram ao endereço, o homem já se encontrava desfalecida.

Exames preliminares realizados no local pelas equipes da Polícia Científica constataram que a vítima apresentava uma única lesão na região do pescoço, compatível com projétil de arma de fogo. 

Funcionários do hotel informaram em depoimento que o homem veio diretamente da rua e não fazia parte do quadro de hóspedes.

A gerência do estabelecimento explicou aos policiais que o local não contava com seguranças na parte externa no momento do crime, uma vez que a equipe de vigilância encerra o turno às 18h. 

O fator dificultou a coleta imediata de testemunhos sobre a movimentação dos criminosos na Avenida Doutor Antônio Gouveia.

A Polícia Civil confirmou que o indivíduo não portava carteira de identidade, aparelho celular ou qualquer objeto pessoal que permitisse o reconhecimento de seu nome. 

A única característica de registro mantida foi uma tornozeleira de monitoramento eletrônico do sistema prisional que ele utilizava na perna.

A área foi isolada por uma guarnição da Polícia Militar até a conclusão da perícia e o recolhimento do corpo pelo Instituto Médico Legal (IML).

Os procedimentos cartorários iniciais já foram instaurados na base da DHPP. O inquérito policial da instauração vai focar, nos próximos dias, no rastreamento dos dados da tornozeleira eletrônica para descobrir a identidade do homem, além de determinar a autoria e a motivação do homicídio.