O avanço da tecnologia transformou a forma como as pessoas se comunicam, se informam e cuidam da própria saúde - e isso inclui também o público com mais de 60 anos. Cada vez mais conectados, os longevos têm incorporado smartphones, redes sociais e aplicativos ao dia a dia. Mas, afinal, essa digitalização é uma aliada da longevidade ou pode representar riscos à saúde mental?

Para o psicólogo Francisco Carlos Gomes, cofundador do canal Longidade, o impacto depende diretamente da forma como a tecnologia é utilizada. “A tecnologia pode ser uma grande aliada na maturidade, principalmente no combate à solidão, que é um dos principais desafios dessa fase da vida. Ela aproxima familiares, facilita o acesso à informação e pode até estimular a autonomia”, explica.

De acordo com ele, aplicativos de mensagens e videochamadas ajudam a manter vínculos sociais ativos, o que é essencial para a saúde emocional. “Manter conexões frequentes com amigos e familiares reduz sintomas de ansiedade e depressão, além de promover um senso de pertencimento”, destaca.

Por outro lado, o uso excessivo ou inadequado também pode trazer prejuízos. “Para muitas pessoas acima dos 60 anos, o avanço da tecnologia ainda gera insegurança. A dificuldade em identificar riscos, como golpes e desinformação, pode provocar medo e sensação de vulnerabilidade, impactando diretamente a saúde mental do idoso”, alerta o psicólogo.

O especialista em neurocomunicação Jotta Junior reforça que o ambiente digital exige atenção redobrada, especialmente para quem não cresceu inserido nesse contexto. “Algumas plataformas ou aplicativos usam recursos para prender a atenção do usuário e se utilizam de mecanismos que estimulam o cérebro a buscar recompensas rápidas, o que pode levar a um uso compulsivo, e isso não poupa os mais velhos”, afirma.

Apesar dos desafios, ambos os especialistas concordam que a tecnologia, quando bem utilizada, pode contribuir significativamente para a longevidade com qualidade de vida. “O equilíbrio é o ponto-chave. Usar a tecnologia como ferramenta e não como substituta da vida real é o que faz a diferença”, resume Francisco.

Jotta Junior complementa: “A educação digital é essencial. Ensinar o uso consciente, incentivar pausas e promover conteúdos de qualidade são caminhos para que a tecnologia seja, de fato, uma aliada da saúde mental na maturidade”.

Boas práticas para um uso saudável da tecnologia na maturidade:

  • Estabelecer limites de tempo para uso de telas 
  • Priorizar interações que fortaleçam vínculos reais 
  • Buscar fontes confiáveis de informação 
  • Evitar o consumo excessivo de notícias negativas 
  • Manter atividades offline, como exercícios físicos e hobbies 

 

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Médica Geriatra Polianna Souza 

Médica geriatra pela Universidade Federal de São Paulo – UNIFESP

Formação em Cuidados Paliativos pela Asociacion Pallium Latinoamerica

Formação pelo Curso Avançado em Oncologia Geriátrica pela Sociedade Internacional de Oncologia Geriátrica (SIOG)

Áreas de atuação em Dor e em Cuidados Paliativos pela Associação Médica Brasileira-AMB

Sócia fundadora da Oncogeriatria Brasil Ensino

 

Nutróloga Andrea Pereira

MD, PhD

Médica Nutróloga do Corpo Clínico do Hospital Israelita Albert Einstein

Cofundadora da ONG Obesidade Brasil;

Cofundadora do canal Longidade;

Doutorado pela Endocrinologia da UNIFESP em Obesidade e Cirurgia Bariátrica;

Pós-doutorado pelo Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa;

Autora do livro “Dieta do Equilíbrio: a melhor dieta anticâncer”.

Membro do Comitê de Bioética do HIAE.

Coordenadora do Comitê Multiprofissional da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica

 

Médica Hematologista Morgani Rodrigues

Médica Hematologista e do Transplante de Medula Óssea do Centro de Oncologia e Hematologia do Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE)

Médica responsável pelo Ambulatório Multidisciplinar de seguimento pós-transplante de medula óssea e de doença do enxerto contra o hospedeiro no Hospital Israelita Albert Einstein 

Mestre em Ciências da Saúde na área de Envelhecimento pelo Hospital Israelita Albert Einstein

Especialização em Neurociência pela Universidade de São Paulo (USP)

Membro da Sociedade Brasileira de Transplante de Medula Óssea – SBTMO.

Membro da Sociedade Internacional de Oncogeriatria – SIOG

Curso Avançado em Oncologia Geriátrica pela Sociedade Internacional de Oncologia Geriátrica (SIOG) e pela Univtà Cattolica del Sacro Cuore, Roma – Itália.

 

Especialista em Neurocomunicação Jotta Junior

Administrador de Empresas

MBA em Gestão Empresarial

Empresário na área de Marketing e Consultoria em negócios

Proprietário da Akademy Marketing - Agência de Marketing

Professor Universitário em disciplinas de marketing e empreendedorismo

 

 

 Ortopedista Dr. Sérgio R. Costa
Formação em Medicina pela Escola Paulista de Medicina-UNIFESP, 1992-1997.

Especialista pela Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia – SBOT e Associação Médica Brasileira 

Especialização em Cirurgia do Joelho e Artroscopia - Escola Paulista de Medicina - UNIFESP/HSP

Pós-graduação-Mestrado em medicina, Ortopedia – IOT da FMUSP, 2013.

Membro de sociedades nacionais e internacionais:

- Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia–SBOT | Sociedade Brasileira de Cirurgia de Joelho-SBCJ | Sociedade Brasileira de Artroscopia-SBA

- Sociedad Latinoamericana de Artroscopía, Rodilla y Traumatología Deportiva - SLARD | Internacional Society of Arthroscopy, Knee Surgery and Orthopaedic Sports Medicine- ISAKOS | American Academy of Orthopaedic Surgeons – AAOS

 

 Oncologista Dra. Daniélle Mauricio Cabral Amaro

Médica oncologista formada pela Faculdade de Medicina do ABC

Especialização em oncogeriatria pela International Society of Geriatric Oncology (SIOG)

Pós- graduada e Mestre em Cuidados Paliativos pelo Instituto Pallium Larinoamérica e

University of Vic - Central University of Catalonia (UVic).

 

 

 

 Psicólogo Francisco Carlos Gomes

Mestre em Psicologia Social pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUC- SP

Psicólogo Clínico e Logoterapeuta

Coordenador do grupo de pesquisa “O vazio existencial na contemporaneidade e as possibilidades de realizar sentido” – Labô - PUC-SP. 

Pesquisador do grupo Diálogos da Diáspora: Racismo/Antissemitismo LABÔ - PUC - SP. 

Fundador e diretor clínico do Núcleo de Logoterapia AGIRTRÊS.