O homem que dirigia um carro embriagado e provocou o acidente de trânsito que resultou na morte de um casal em 2020 vai a júri popular nesta terça-feira (26), em Maceió. 

O julgamento do réu, identificado como Samuel da Silva Santos, está programado para iniciar às 8h, no Fórum da Capital, sob a condução do juiz Robério Monteiro de Souza, titular da 9ª Vara Criminal.

O crime ocorreu na noite de 16 de maio de 2020, por volta das 20h45, em um trecho da Avenida Menino Marcelo, na parte alta da cidade. 

As vítimas, Denis Valter Pereira Nascimento e Elisângela Ângelo Pereira, que estava no quarto mês de gestação, não resistiram ao impacto da colisão e morreram devido aos ferimentos.

De acordo com os autos do processo e a denúncia formulada pelo Ministério Público Estadual, o réu consumia bebidas alcoólicas desde o dia anterior ao fato. 

Mesmo sob efeito de álcool, Samuel decidiu conduzir seu veículo para se deslocar até a residência de familiares, no bairro do Jacintinho.

A acusação aponta que o condutor trafegava em alta velocidade e invadiu a contramão da avenida, colidindo frontalmente contra o automóvel onde estava o casal. 

Em depoimento prestado durante a instrução do processo, o réu confirmou a ingestão de álcool, alegou ter adormecido ao volante antes de invadir a pista contrária, mas sustentou que acreditava estar em condições operacionais de dirigir.

As informações no dia do acidente noticiadas pelo CadaMinuto

Imagem do acidente que vitimou o casal. Crédito: CadaMinuto

 

As informações do dia do fato constavam no Relatório de Ocorrências do Centro Integrado de Operações da Segurança Pública (Ciosp). 

Segundo o boletim emitido à época, em 17 de maio de 2020, uma guarnição do 5º Batalhão da Polícia Militar (5º BPM) estava em patrulhamento pela região quando constatou a embriaguez ao volante. 

Inicialmente, o condutor foi autuado em flagrante por homicídio culposo na direção de veículo automotor sob a influência de álcool.

Com dores no tórax e escoriações no membro inferior direito provocadas pelo impacto, o réu recebeu atendimento médico sob custódia no Hospital Geral do Estado (HGE) antes de ser encaminhado ao sistema prisional.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e socorreu Denis Valter, de 36 anos, que não resistiu aos ferimentos e faleceu a caminho da unidade hospitalar. Já Elisângela Ângelo morreu antes de receber os primeiros socorros, presa às ferragens no local do acidente.

A ocorrência mobilizou uma estrutura da segurança pública na Via Expressa: foram empenhados 18 bombeiros militares em cinco viaturas para o desencarceramento das vítimas, além de equipes do Instituto de Criminalística (IC), do Instituto Médico Legal (IML) e da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que deu início às investigações convertidas no julgamento realizado no dia de hoje.