A comercialização ilegal de atestados médicos fraudulentos emitidos em nome da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Trapiche da Barra, em Maceió, virou alvo de investigação da Polícia Civil de Alagoas.
O esquema, que vinha sendo realizado por meio de grupos de aplicativos de mensagens com pagamentos via Pix, agora conta também com o acompanhamento do Conselho Regional de Medicina (Cremal).
O caso ganhou repercussão após a própria direção da UPA denunciar o golpe publicamente na segunda-feira (25).
Os golpistas utilizavam informações reais da unidade, como endereço e logotipo, e o número de inscrição no CRM de uma médica prestadora de serviços para dar aparência de autenticidade aos documentos.
Em entrevista à TV Asa Branca, o presidente do Cremal, Benício Bulhões, informou que a autarquia já acompanha os desdobramentos do caso.
Segundo ele, a médica que teve o carimbo e os dados profissionais usurpados pelos criminosos compareceu à delegacia, confeccionou um Boletim de Ocorrência (BO) e formalizou a entrega do documento no conselho de classe, que investiga a situação na esfera administrativa.
O material foi recebido pelo delegado Sidney Tenório e será distribuído para o distrito policial da área, que ficará responsável por rastrear os administradores dos grupos de WhatsApp e os titulares das contas bancárias que recebiam os valores via Pix.
A Polícia Civil alertou que a responsabilização criminal atinge tanto quem gerencia o esquema quanto o cidadão que adquire o documento falso para abonar faltas no trabalho.
- Implicações para o comprador: O uso de documento falso pode resultar em pena de até três anos de reclusão, além de demissão por justa causa.
- Implicações para o vendedor: Os responsáveis pela fraude podem responder por falsificação de atestado médico, falsa identidade, exercício ilegal da medicina e falsidade ideológica. Somadas, as penas podem ultrapassar cinco anos de prisão.
Em nota assinada pela diretora-geral da UPA Trapiche da Barra, Luzalaneide Souza, a instituição reforçou que adota um Procedimento Operacional Padrão (POP) para o controle de suas guias.
