A Polícia Civil de Alagoas (PC/AL) tenta localizar o adolescente de 16 anos suspeito de arremessar uma menina de 11 anos em uma piscina no município de Anadia, no interior do estado. 

O caso, tratado inicialmente como um suposto afogamento decorrente de uma brincadeira, ocorreu no último domingo (24), no Balneário do Edivânio, e está sob investigação do 77º Distrito Policial (77º DP).

O caso mobilizou inicialmente a equipe do 79º Distrito Policial (79º DP) de Teotônio Vilela, plantonista na Delegacia Regional de São Miguel dos Campos, sob a coordenação do delegado Claudemiltkson Benemarcan. 

Com o início da semana útil, os levantamentos cartorários e as oitivas foram concentrados na delegacia local de Anadia.

Em pronunciamento oficial, o chefe de operações da Delegacia de Anadia, agente Edno Gusmão, detalhou a linha de investigação com base nas testemunhas ouvidas. 

Segundo o policial, o jovem de 16 anos estava arremessando crianças na piscina em tom de brincadeira durante um evento na chácara.

"Ele jogou uma primeira criança, depois uma segunda e, na sequência, pegou essa menor de 11 anos pelo braço e também a jogou na água", relatou Gusmão. 

Uma das primeiras testemunhas a prestar depoimento foi a irmã mais velha da vítima, que também havia sido jogada na piscina e percebeu quando a menor submergiu sem esboçar reações.

A criança foi retirada da água pelo próprio adolescente e socorrida em uma ambulância do município até uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da região, mas deu entrada na unidade de saúde sem vida. 

Logo após o ocorrido, o jovem evadiu-se do local alegando temor de represálias e continua foragido.

A causa exata do óbito ainda depende dos exames periciais complementares realizados pela Polícia Científica de Alagoas. 

O corpo da menina foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para o procedimento de necropsia.

"Até o momento, não há definição se a causa da morte foi afogamento por choque térmico ou se a vítima sofreu alguma lesão na cabeça ao ser jogada. A situação será completamente esclarecida após a emissão do laudo pericial", explicou o chefe de operações.

A mãe do adolescente envolvido já foi localizada e ouvida pelos agentes civis. Ela informou que não estava presente na festa por motivos de trabalho. 

O inquérito policial segue em andamento no 77º DP para apurar a responsabilidade criminal e a tipificação do ato infracional.