Sempre achei que o PT, mais do que o Lula, tratou Aldo Rebelo com injustiça.
Ele ocupou ministérios nos governos petistas em que se saiu melhor e maior do que o reconhecimento que recebeu dos colegas - e até da imprensa.
Só que o líder viçosense, que se tornou um nome nacional desde que presidiu a UNE, se deixou levar pelo ressentimento e, assim me parece, imaginou que era mesmo o mais esperto da turma - e aí veio a guinada à direita.
Seria inimaginável há dez anos esperar que Rebelo caísse no conto de João Caldas, assumindo a condição de candidato a presidente do icônico partido da Democracia Cristã.
Que se reconheça: Aldo, um intelectual como poucos na seara em que habita, talvez seja mesmo o político mais brilhante da sua geração, onde pontearam, entre outros, Renan Calheiros, seu aliado histórico.
É um caso, o dele, ainda que não seja tão raro, de uma inteligência política invulgar que entregou as rédeas à esperteza, até que esta cresceu demais e engoliu o dono.