As críticas públicas do deputado federal alagoano Alfredo Gaspar (União Brasil) associando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva à influenciadora Deolane Bezerra, após a prisão dela em uma operação que investiga lavagem de dinheiro ligada ao PCC, pautaram os bastidores políticos nesta quinta-feira (21).
A manifestação do parlamentar ocorreu por meio de suas redes sociais.
A reação do deputado seguiu-se à deflagração da Operação Vérnix, ofensiva policial que resultou no bloqueio de mais de R$ 327 milhões de ativos financeiros ligados ao esquema sob investigação.
A ação teve como um dos alvos principais Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado pelas autoridades como o chefe da facção criminosa.
Em sua publicação, Alfredo Gaspar sustentou que o episódio evidencia uma suposta aproximação entre o crime organizado e a estrutura da República, citando o fato de a influenciadora ser apoiadora declarada do atual presidente.
O parlamentar também criticou o alinhamento ideológico e o histórico de defesa pública de criminosos por parte de envolvidos no caso.
Para endossar o posicionamento, o deputado compartilhou registros arquivados de Deolane Bezerra, incluindo uma gravação na qual ela faz menção à sua atuação na advocacia criminalista e imagens de um encontro anterior entre a influenciadora e o presidente Lula.
Em resposta aos desdobramentos e à repercussão do caso, a advogada Daniele Bezerra, irmã da influenciadora, emitiu uma nota oficial de esclarecimento.
O texto da defesa questiona os métodos da operação e aponta a existência de uma suposta perseguição com intuito espetaculoso, antes que provas conclusivas sejam formalizadas no processo.
A manifestação da defesa reitera que as acusações formuladas pelas autoridades policiais ainda carecem de comprovação jurídica e manifestou confiança no andamento regular das investigações, bem como na garantia constitucional do devido processo legal e do direito de defesa.
