A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (21), a Operação Eleutheria para desarticular uma organização criminosa transnacional envolvida no tráfico internacional de pessoas e trabalho análogo à escravidão.
Todas as ordens judiciais, que incluem três mandados de prisão preventiva e três de busca e apreensão, foram expedidas pela Justiça Federal de Alagoas.
De acordo com as investigações, a rede criminosa aliciava cidadãos brasileiros com falsas promessas de emprego no exterior.
O destino final das vítimas era o Reino do Camboja, na Ásia, onde os trabalhadores eram submetidos a condições de confinamento e forçados a operar esquemas de fraudes e golpes eletrônicos direcionados contra vítimas que estão no Brasil.
Os levantamentos da Polícia Federal apontam que, ao desembarcarem no país asiático, os brasileiros tinham seus passaportes retidos e sofriam restrição de liberdade de locomoção.
O controle do grupo sobre os aliciados era mantido por meio de vigilância armada, coação psicológica e a imposição de dívidas fraudulentas.
A apuração indica que a estrutura da organização criminosa é liderada por um cidadão estrangeiro, que contava com o suporte logístico e operacional de recrutadores brasileiros para selecionar e enviar as vítimas.
Os mandados e as medidas cautelares diversas da prisão executados nesta quinta-feira têm como foco interromper as atividades financeiras e logísticas do grupo, coletar novos elementos de prova e identificar outros integrantes do esquema.
A Polícia Federal informou que já identificou diversas vítimas brasileiras do esquema. Parte delas ainda permanece em território estrangeiro.
Diante disso, o órgão iniciou interlocuções com as autoridades diplomáticas competentes para rastrear as localizações exatas e viabilizar os procedimentos legais de repatriação para o Brasil.
