A nova edição do projeto Cocada: substantivo feminino promove uma roda de conversa e de coco com a artista Zeza do Coco, com o intuito de proporcionar o compartilhamento de saberes tradicionais transmitidos pela mestra de coco, a partir de seu próprio território de atuação. A atividade acontece dia 24 de maio, das 15h às 19h, na Casa de Taipa Mestre Verdelinho, localizada na Chã de Jaqueira, um espaço cultural de referência na realização de programações artísticas ligadas às manifestações de raízes alagoanas.  

Gratuita e aberta a todos os públicos, a ação integra o Plano de Ações Sociourbanísticas (PAS), previsto no Termo de Acordo Socioambiental firmado pelo Ministério Público Federal (MPF), Ministério Público Estadual (MPE) e Braskem, com adesão integral do Município de Maceió.

O encontro inicia com a exibição do minidocumentário Cocada: Substantivo Feminino. O vídeo traz um panorama da primeira edição do evento, que envolveu oficinas, encontro de mestras e exibição audiovisual. As cenas capturam os melhores momentos das oficinas Na pisada delas, Desenganchando a Rima e Doc de Bolso, conduzidas, respectivamente, por Iris Verdelinho, Telma César e Victor Viana. O ponto alto do documentário é o Encontro com as Mestras Rosália Gomes, patrimônio cultural e destaladeira de fumo da zona rural de Arapiraca-AL, Zeza do Coco, patrimônio vivo de Alagoas, que trocam suas experiências e cantorias com um grupo de mulheres entusiastas ou ligadas a diferentes vertentes do coco.

Na sequência da exibição do vídeo, os participantes irão vivenciar um momento especial: a roda de conversa e de coco com Mestra Zeza. Sua fala retoma histórias, causos e memórias de sua carreira artística, iniciada em 1975, quando atuava no grupo Pagode Comigo Ninguém Pode. O momento de conversa com a mestra proporciona às novas gerações que escutam, brincam e cultivam a manifestação cultural do coco um encontro com saberes ancestrais.

Como na trajetória da mestra do coco vida e música não se separam, o bate-papo será seguido de uma roda de coco para a retomada de músicas e trupés de seu repertório autoral e do cancioneiro tradicional alagoano. O evento encerra com o ensaio aberto do Guerreiro Grande Poder, coordenado pelo Mestre Nildo Verdelinho, com a participação de integrantes de sua família, amigos e artistas de Alagoas.  

As inscrições para a edição do Cocada: substantivo feminino podem ser feitas pelo formulário disponível no Instagram. O evento é uma realização do Cocada Feminina (@cocadafeminina), com apoio da Rede Rama Nordeste (@rama.nordeste), Rede Sociocriativa do Coco (@redesociocriativadococo), Comunidade Azul (@comunidadeazul) e Casa de Taipa Mestre Verdelinho.

Trajetória da mestra

Maria José Ferreira da Silva, conhecida como Dona Zeza do Coco, nasceu na cidade de Capela (AL). Ainda criança, participava das vivências da cultura popular, quando acompanhava seus pais em tapagens de casas de taipa nas fazendas da zona da mata. Participou, em 1975, da fundação do grupo Pagode Comigo Ninguém Pode, liderado por Mestra Hilda. O grupo viajou por Alagoas e por várias cidades brasileiras. Consagrada como patrimônio vivo de Alagoas, hoje ela conduz seu próprio grupo musical, compartilhando por meio de suas danças, músicas e interpretações as crenças e saberes de vertente religiosa afrodescendente.

 

SERVIÇO

Data: 24 de maio de 2026

Horário: 15h às 19h

Local: Casa de Taipa Mestre Verdelinho

Rua Prefeito Joatas Malta de Alencar, 614A – Chã da Jaqueira, Maceió, AL

Inscrições: @cocadafeminina

 

PROGRAMAÇÃO

15h – Exibição do minidoc “Cocada: Substantivo Feminino” + Roda de Prosa com Mestra Zeza

17h – Roda de Coco

18h – Encerramento com Ensaio Aberto do Guerreiro Grande Poder