O policial civil e piloto Felipe Marques Monteiro, de 45 anos, ex-comandante de aeronaves da Secretaria de Segurança Pública de Alagoas (SSP/AL), morreu neste domingo (17). 

Felipe morreu após passar mais de um ano em tratamento médico decorrente de um tiro de fuzil na cabeça. 

O agente, natural de Alagoas, atuava como copiloto em uma aeronave do Serviço Aeropolicial da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE) quando o helicóptero foi alvejado por criminosos em solo fluminense. As informações são do portal de notícias G1.

A morte foi confirmada pela família do policial nas redes sociais. Felipe estava internado em estado grave em uma unidade de saúde particular na Zona Sul do Rio, após ser submetido a uma intervenção cirúrgica recente para a retirada de um hematoma craniano. 

O quadro clínico do agente sofreu uma piora severa nos últimos dias devido ao agravamento de uma infecção bacteriana.

O atentado contra a aeronave ocorreu em março de 2025, durante uma operação policial na comunidade Vila Aliança, em Bangu, Zona Oeste do Rio. 

Na ocasião, o impacto do disparo fez com que o profissional perdesse cerca de 40% do crânio. Após passar por cirurgias emergenciais e permanecer nove meses hospitalizado, Felipe chegou a receber alta para reabilitação domiciliar no fim do ano passado.

No entanto, em janeiro de 2026, o policial precisou retornar à internação hospitalar devido a reações infecciosas crônicas. 

O tratamento envolveu a retirada de uma prótese craniana implantada e ciclos contínuos de antibióticos fortes para estabilização hemodinâmica, procedimentos que não foram suficientes para reverter a falência do quadro clínico neste fim de semana.

O caso reacende o debate sobre a segurança nas operações aéreas policiais no país. Dados oficiais da Polícia Civil fluminense apontam uma tendência de alta na violência contra patrulhas aéreas, registrando um aumento de 267% nos ataques armados a helicópteros das forças de segurança entre os anos de 2019 e 2023.

O Governo do Estado do Rio de Janeiro emitiu nota oficial lamentando o falecimento e prestando solidariedade aos familiares. 

Até o fechamento desta matéria, não foram divulgadas informações referentes ao translado do corpo ou aos procedimentos de velório e sepultamento do agente.