O deputado federal Marx Beltrão afirmou nesta quinta-feira (14) que a decisão do governo federal de zerar a chamada “taxa das blusinhas” representa o reconhecimento tardio de um erro que, segundo ele, jamais deveria ter sido cometido contra a população brasileira. A medida provisória publicada nesta semana revoga a cobrança do imposto de importação sobre compras internacionais de até US$ 50 feitas por pessoas físicas, encerrando uma política que vinha sendo alvo de fortes críticas de consumidores em todo o país.
Segundo Marx, desde o início ficou claro que a cobrança não atingia produtos de luxo nem grandes compradores, mas sim milhões de brasileiros que recorrem ao comércio eletrônico internacional para economizar e conseguir adquirir roupas, acessórios, eletrônicos e itens básicos por preços mais acessíveis.
“A taxa das blusinhas caiu, antes tarde do que nunca. Sempre critiquei essa cobrança porque ela pesava justamente no bolso de quem mais precisa economizar. Não era imposto sobre luxo. Era imposto sobre o consumo popular”, afirmou o parlamentar.
Marx Beltrão destacou que a medida acabou penalizando especialmente trabalhadores, jovens, mães de família e consumidores de menor renda, justamente em um período marcado por inflação alta, encarecimento do custo de vida e perda do poder de compra da população brasileira.
Para o deputado, a taxação encareceu artificialmente milhares de produtos consumidos diariamente pelos brasileiros e gerou indignação nacional por representar mais peso tributário justamente sobre quem já enfrenta dificuldades econômicas.
“O brasileiro já paga caro demais por tudo. Energia cara, combustível caro, alimentação cara, juros altos e uma carga tributária sufocante. Aí o governo resolve criar imposto até para quem tenta economizar comprando pela internet. Isso foi um enorme equívoco”, declarou.
O parlamentar também afirmou que a revogação da cobrança possui forte componente político e eleitoral. Segundo ele, o governo do PT criou um desgaste desnecessário perante a população e agora tenta transformar a retirada do imposto em gesto de sensibilidade social.
“Veio tarde. E tem, sim, cara de medida eleitoreira. Primeiro cria o problema, deixa o povo pagar a conta e depois tenta vender a solução como bondade. Mas apesar disso, a revogação é positiva para o Brasil. Menos imposto no consumo significa mais dinheiro circulando na economia e mais alívio para as famílias”, completou.
Marx Beltrão voltou a defender uma política econômica baseada na redução da carga tributária sobre o consumo popular e afirmou que o país precisa parar de penalizar quem produz, trabalha, empreende e consome.
“O Brasil precisa entender que aumentar imposto não pode ser a resposta para tudo. O povo brasileiro não aguenta mais pagar a conta de erros econômicos e da falta de responsabilidade fiscal do governo”, concluiu.
A medida provisória assinada pelo governo federal já está em vigor e restabelece a isenção federal para compras internacionais de pequeno valor realizadas no âmbito do programa Remessa Conforme.
