Alagoas está entre os estados que registraram casos de mortes de cavalos supostamente relacionadas ao consumo de rações produzidas por uma empresa de nutrição animal investigada por contaminação. Segundo a Advocacia-Geral da União (AGU), mais de 200 mortes de equinos foram notificadas em 2025 em estados como Alagoas, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Goiás.
A Justiça Federal manteve a suspensão total das atividades da empresa, decisão tomada após fiscalizações apontarem possíveis falhas graves na produção das rações. Entre os problemas identificados estão deficiências nos controles de qualidade, falhas no sistema de rastreabilidade e irregularidades nas condições de higiene das instalações.
A empresa tentava autorização para retomar parcialmente a produção e comercialização de outros produtos, mas o pedido foi negado pela Justiça. O entendimento foi de que ainda existe risco concreto de contaminação cruzada entre as linhas de produção.
A AGU defendeu a manutenção da suspensão com base no princípio da precaução, destacando a necessidade de proteger a saúde animal, o meio ambiente e o interesse público enquanto as irregularidades não forem totalmente corrigidas.
A decisão mantém a paralisação das atividades industriais da empresa até que seja comprovada a regularização das inconformidades apontadas durante as investigações.
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