Em 2022 houve uma ampla vantagem dos prefeitos interioranos com a vitória de Paulo Dantas, que arrastou a maioria dos municípios – ainda que o resultado final tenha sido apertado.

A lembrar: Dantas havia sido um deles, conhecedor das reivindicações municipalistas, que se não parecem tão grandes, são fundamentais para os prefeitos.

Agora é diferente: JHC só conhece bem a realidade da capital, com as demandas da população mais “autônoma”.

Renan Filho, por sua vez, nunca deu muita bola para os prefeitos, a quem não recebia com a frequência desejada.

Ele foi prefeito de Murici, mas é uma situação absolutamente diferente de Dantas, sertanejo de raiz.

Ou seja: a capacidade dos prefeitos do interior influenciarem nos votos está na berlinda, e eles continuam sendo assediados pelos “grandes” da política local.

Se der Filho, eles se consagram.

Caso contrário, viram uma lenda.